domingo, 5 de julho de 2015

ENTENDA POR QUE O HERPES SIMPLES É MAIS FREQUENTE NA BOCA...

FONTE: , Redação, (www.msn.com).


Provavelmente você já viu alguém com os sintomas do vírus do herpes simples, afinal a doença acomete cerca de 90% da população mundial, segundo pesquisa da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). A doença pode ser transmitida mesmo sem sinais aparentes e o contágio normalmente ocorre durante a infância.
O herpes simples é uma doença viral que se manifesta por meio de pequenas vesículas agrupadas principalmente na região da boca, podendo aparecer também nas genitálias. O primeiro contato com o vírus normalmente ocorre durante a infância quando os pais, já portadores, beijam seus pequenos ou compartilham objetos recentemente utilizados e que estão infectados. 
Conforme o pesquisador da Fiocruz-MG Marco Antônio Campos, é possível que haja a transmissão do vírus enquanto ele está no período de latência, ou seja, sem os sintomas aparentes. Contudo, é provável que isso só aconteça com pessoas cujo sistema imunológico não responde rapidamente às ameaças ou que têm a imunidade fragilizada em decorrência de outras doenças, como câncer, AIDS e leucemia.
O herpes labial, em geral, é causado pelo vírus HSV-1 (herpes simples tipo 1), que fica armazenado nos gânglios trigêmeos, localizados próximo às bochechas, responsáveis por ligar os nervos nasais e a boca com o cérebro. Em razão da contaminação ser muito fácil e o vírus ficar armazenado no local onde ocorreu o contágio, os casos nos quais o herpes simples se manifesta nos lábios acabam sendo mais comuns. Além disso, é comum que, quando o vírus é reativado, ele volte para o mesmo local da lesão anterior, pois embora inativo, os gânglios continuaram armazenando-o.
Para sempre.
O vírus do herpes labial fica alojado nas pessoas para o resto de suas vidas após ser contraído, mas não necessariamente ele vai se manifestar e causar a lesão. “O vírus não se manifesta em todas as pessoas que são portadoras, mas aquelas que têm um sistema imunológico mais fragilizado devem evitar o estresse, a sobrecarga de trabalho e exposição excessiva ao sol, para que o vírus não seja reativado”, salienta Marco Antônio Campos.

Segundo o médico infectologista Ricardo Cantarim Inácio, do Hospital Santa Cruz, em São Paulo, o próprio corpo naturalmente já se encarrega de combater os efeitos do vírus, mas o uso de pomadas antivirais ajuda a diminuir o período dos sintomas e prevenir futuras complicações. Caso os sintomas se prolonguem por mais de 10 dias, é recomendável buscar ajuda de um médico. 

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