Embora
não exista parâmetros para dizer se está dentro da normalidade ou não, o cheiro
da vagina muitas vezes pode incomodar. Além disso, alguns maus hábitos
podem alterar o equilíbrio da flora vaginal e, consequentemente, causar odores
desagradáveis.
É
normal ter cheiro na vagina?
É
completamente natural que a vagina elimine secreções. Composta por células
mortas e produtos da degradação do meio, ela naturalmente tem um cheiro e, de
acordo com a ginecologista e obstetra Heloisa Brudniewski, nenhuma mulher deve
se preocupar com este odor, que é suave e muitas vezes quase imperceptível e
pode mudar de acordo com cada fase do ciclo menstrual. No entanto, quando ele
estiver forte demais, diferente do habitual e causando incômodo, é sinal de
anormalidade e hora de buscar orientação médica.
O
que causa mau cheiro na região íntima?
Na
vulva, parte externa do sistema reprodutor feminino, existem diversas bactérias
e fungos que vivem em harmonia. A flora vaginal, no entanto, pode ser alterada
a partir de determinados hábitos, como a alimentação ou prescrição de
antibióticos. As infecções ou inflamações vaginais têm como um dos principais
sintomas o corrimento acompanhado, geralmente, de mau cheiro.
A
seguir, veja quais hábitos podem alterar a saúde da sua região íntima e,
consequentemente, causar cheiro ruim na vagina.
Roupa
justa – os tecidos justos impedem a
respiração da região e facilitam a impregnação de fungos e bactérias nocivos.
Para evitar, opte por peças mais larguinhas e feitas de algodão.
Higiene
excessiva – pelos e secreções são
essenciais para a proteção da região. Ao lavá-la muito, a tendência é que as
bactérias e o fungos que antes viviam em harmonia, se proliferem
desregradamente e causem doenças. Para evitar, faça a higienização normal
durante o banho – dois por dia é suficiente.
Higiene
insuficiente – ao mesmo tempo,
deixar de higienizar a região também é um problema, já que o suor e a secreção
em excesso pode causar coceira e outras doenças. Para evitar, lave todas as
dobras com cuidado durante o banho utilizando sabonete neutro, sem cheiro e sem
cor.
Sabonete
inadequado – sabonetes que limpam
excessivamente ou que possuem substâncias químicas para alterar o cheiro ou a
cor do produto podem causar irritações. Para evitar, opte pelo sabonete neutro,
sem cheiro e sem cor.
Ducha
vaginal – lavar
o canal é arriscado porque altera toda a
região, além de causar micro lesões. Para evitar, faça a higienização apenas
por fora porque a vagina é capaz de se autorregular.
Absorvente
diário – o produto abafa a região.
Para evitar, utilize apenas no fim da menstruação. No dia a dia, prefira as
calcinhas de algodão.
Além
disso, outras características individuais e que não necessariamente tenham
relação com maus hábitos também podem influenciar no odor da região.
São elas:
Transpiração
excessiva – para evitar, troque as
peças íntimas com frequência e opte por tecidos frescos de algodão.
Vazamento
de urina – antes de tomar qualquer
atitude é necessário investigar a causa dos escapes. Para evitar, seque sempre
a vulva e sempre troque a calcinha molhada.
Excesso
de peso – as dobrinhas formadas na
pele também podem causar o problema. Para evitar, lave e seque com cuidado a
região e, após o banho, fique um tempo sem roupa.



Nenhum comentário:
Postar um comentário