FONTE: *** Carolina Prado, Colaboração para o UOL, (http://estilo.uol.com.br).
Comparar a altura do filho com a de outras
crianças da mesma idade é a maneira mais fácil de avaliar se ele está crescendo
bem. Porém, essa análise é bastante subjetiva e, ao desconfiar de algum
problema, nada substitui a consulta médica. “Nas visitas ao pediatra, a criança
é medida e avaliada. Posicionamos esses dados em curvas de crescimento,
estabelecidas pela Organização Mundial de Saúde. Então, analisamos se a criança
está abaixo da média de crescimento para a faixa etária ou não”, conta Louise
Cominat, médica especialista em Endocrinologia Infantil.
Daí a importância de que a criança passe pelo
pediatra regularmente, mesmo sem estar doente. “Muitos pais só passam o filho
no pronto socorro, onde o médico não vai fazer esse tipo de avaliação, pois
está tratando uma emergência. Assim, perdem a oportunidade de fazer esse
acompanhamento e de perceber, precocemente, quando há algum problema”, diz
Lilian.
Geralmente, é esperado que a criança cresça entre
4 e 8 centímetros ao ano. “Na puberdade, observamos uma aceleração na
velocidade desse crescimento, que é típica da fase”, explica Lilian Argentino
Pinchiari, endocrinologista infantil do Hospital Assunção, da Rede D’Or São
Luiz.
Genética conta muito.
Segundo Louise, existe um cálculo que ajuda a
prever a altura final do filho e que leva em conta a estatura dos pais. “O
primeiro passo é somar a altura do pai e da mãe e dividir por dois. Depois, se
for menino, bastará somar mais 6,5 cm ao resultado da divisão. Se for menina,
bastará subtrair 6,5 cm”, conta a especialista. Mas podem ocorrer exceções à
regra. “De qualquer forma, se os pais não são altos, não podemos esperar que o
filho seja”, diz. Caso a criança esteja crescendo satisfatoriamente, de acordo
com a média da altura dos pais, não há necessidade de intervenção médica. Mas
há casos em que os pais são altos e a criança não cresce conforme o esperado.
“Nestes últimos, teremos que pesquisar e, se necessário, intervir, com
tratamento adequado”, afirma Lilian.
Maus hábitos também contam.
Alimentação inadequada e privação de sono podem
interferir no processo de crescimento. Como a desnutrição pode ser causa de
baixa estatura, é bom ficar atento à quantidade de calorias e nutrientes
necessários para cada idade. O próprio pediatra ou um nutricionista pode ajudar
na orientação da dieta da criança, caso seja necessário.
Também cabe aos pais estabelecerem uma rotina
adequada para a criança dormir bem. “O pico de ação do hormônio de crescimento
ocorre três horas após o início do sono. Portanto, se a criança tem o hábito de
dormir pouco à noite, há menos tempo de ação para o hormônio do crescimento
fazer efeito”, explica Lilian.
Investigar é preciso.
Há diversas causas para os problemas de
crescimento. Entre elas estão as doenças crônicas -- como anemia, desnutrição,
insuficiência renal, problemas no coração etc. --, as genéticas, os casos de
prematuridade, os problemas que afetam o sistema endócrino -- como
hipotireoidismo, deficiência de hormônio de crescimento, doença de Cushing etc.
--, os distúrbios do metabolismo ósseo, entre outros. “Por isso, o ideal é
procurar um especialista, para receber um diagnóstico e um tratamento
corretos”, alerta a pediatra especialista em Endocrinologia Pediátrica, Mariana
Zorron.
Quanto antes, melhor.
Quanto mais cedo os problemas de crescimento
forem detectados, maiores as chances de sucesso do tratamento. “No final da
puberdade, há muito pouco a ser feito e, muitas vezes, nem há mais indicação de
tratamento”, afirma Louise.
A terapia será definida de acordo com a causa da
baixa estatura. “Se a doença de base for no coração, o tratamento será
direcionado a esse órgão. Se for uma desnutrição, será feita a renutrição. Se a
causa for deficiência de hormônio de crescimento, o médico indicará uma
reposição hormonal. E por aí vai”, explica Mariana.
*** FONTES: Lilian Argentino
Pinchiari, endocrinologista infantil do Hospital Assunção, da Rede D’Or São
Luiz. Louise Cominat, médica assistente da unidade de Endocrinologia do ICR-HC
FMUSP, especialista em Endocrinologia Infantil, mestre em Pediatria e
professora de Pediatria da Faculdade de Ciências Médicas de Santos. Mariana
Zorron, pediatra, especialista em Endocrinologia Pediátrica.
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