Uma mancha na pele que só cresce. Às vezes coça, sangra, não cicatriza.
Estes são alguns dos sintomas que podem indicar câncer de pele, o tipo mais comum de câncer no Brasil e em todo o mundo. A doença
costuma surgir com mais frequência nas áreas que são mais expostas à radiação
ultravioleta, como face, mãos e tronco.
Nesta semana, o presidente Jair Bolsonaro realizou procedimento dermatológico no Hospital da Força Aérea
Brasileira (HFAB) para investigar a possibilidade de câncer de pele. “Foi
rotina”, disse Bolsonaro.
Dados do Instituto Nacional de
Câncer (Inca) revelam que o
câncer de pele corresponde a cerca de 30% de todos os tumores malignos
registrados no Brasil. Os três tipos de câncer de pele mais comuns são o
carcinoma basocelular, carcinoma de células escamosas e o melanoma maligno. O
diagnóstico da doença vai variar desde uma mancha simples que nunca evolui até
o quadro de tumor mais agressivo, que pode levar à morte. Mesmo casos menos
agressivos demandam tratamento. “Se não forem tratados, podem crescer muito e
até destruir o tecido ao redor”, diz o oncologista Antonio Carlos Buzaid, do
Instituto Vencer o Câncer.
Detecção. O câncer de pele é detectável por meio de um exame
clínico feito pelo dermatologista. Também é feita uma dermatoscopia, que
consegue analisar pontos que identificam o câncer de pele. “E, para fechar o
diagnóstico, precisamos fazer uma exérese (cirurgia para retirar parte de um
órgão) dessa lesão e análise”, explica Maria Paula Del Nero, da Sociedade
Brasileira de Dermatologia (SBD). A metástase é mais comum no melanoma. “Se for
melanoma, que é o tipo mais agressivo de câncer, o paciente terá de fazer uma
retirada ampla da pele ao redor da lesão”, diz Maria Paula. Dependendo do tipo
de câncer, é preciso acompanhar a lesão por alguns anos.
Para prevenir o câncer de pele, especialistas recomendam o uso de filtro
solar em todas as áreas que podem ser expostas ao sol, como rosto, couro
cabeludo, braços e pernas. O próprio paciente pode perceber alguma mancha
suspeita no corpo e buscar atendimento. Desde 2014, a campanha Dezembro
Laranja, da SBD, busca mostrar a importância da prevenção e do diagnóstico
precoce.


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