FONTE: Da
Redação
e Vitor Abdala / Agência Brasil, https://atarde.uol.com.br/
A Bahia
registrou 70 casos de feminicídio em 2020, de acordo com uma pesquisa realizada
pela Rede de Observatórios da Segurança. Junto com os estados de São Paulo,
Pernambuco, Rio de Janeiro e Ceará, foi totalizado 449 casos de feminicídio, ou
seja, assassinato de mulheres cometidos em função da vítima ser do gênero
feminino.
O estudo,
publicado nesta quinta-feira, 4, mostra ainda que foram registrados 1.823 casos
de violência contra a mulher (incluindo os feminicídios) nesses locais, o que
dá uma média de cinco casos por dia. Em 58% dos casos de feminicídio e em 66%
dos casos de agressão, os responsáveis eram os companheiros das vítimas.
Segundo o
estudo, a Bahia registrou 70 casos de feminicídios e 80 tentativas de
feminicí-dio/agressão física no ano de 2020. Mas o número de mulheres mortas
por serem mulheres pode ser maior.
O boletim 'A
Dor e a Luta: Números do Feminicídio' foi produzido a partir de notícias
publicadas na imprensa e de postagens em redes sociais. Em pelo menos três
estados, São Paulo, Pernambuco e Ceará, os registros feitos pela Rede de
Observatórios da Segurança foram maiores do que os números oficiais, divulgados
pelas polícias.
No Ceará, por
exemplo, o estudo constatou a existência de 74% mais feminicídios do que os
informados pela polícia cearense. Segundo a Rede, uma explicação possível é que
os casos estão registrados de forma errada: como homicídios em vez de
feminicídios, por exemplo.
De acordo com
o estudo, o crime com maior número de registros foi agressão/tentativa de
feminicídio (753); seguido por feminicídio; homicídio, isto é, o assassinato em
que não foi possível constatar que a motivação era o gênero da vítima (298);
violência sexual/estupro (217); agressão verbal/ameaça (98);
tortura/sequestro/cárcere privado (81); tentativa de homicídio (43); outros
(37); e balas perdidas (31).
A pesquisa
constatou que houve momentos de pico de violência contra a mulher durante o
isolamento social, devido à pandemia de covid-19.
A Rede de Observatórios da Segurança, coordenada pelo Centro de Estudos de Segurança e Cidadania (Cesec), também monitorou 21 casos de mortes de pessoas trans em 2020, dos quais 13 foram no Ceará, sete em São Paulo e um em Pernambuco.

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