FONTE:
, Eduardo Nunes, https://www.msn.com/
É
muito comum, quando nos sentimos um pouco para baixo, buscar o refúgio na
comida para nos sentir confortável. Esse tipo de alimento foi rotulado como
‘confort food’ e está atrelado ao nosso humor e as emoções que sentimos ao
ingeri-los.
No
entanto, apesar da memória gustativa nos levar para bons locais, eles não são
muito recomendáveis. A necessidade de recompensa resulta de uma
interação entre diferentes modalidades sensoriais do
organismo, sendo o estresse o principal causador dessa
interação. De acordo com alguns estudos científicos, mergulhar
de cabeça em alimentos calóricos atenua a resposta ao estresse.
Essa
teoria foi avaliada pela Nasa, a agência espacial americana, que
financiou uma pesquisa em Minnesota, a qual tinha o intuito de
verificar se a ‘comfort food’ reduziria a perda de peso e
melhoraria o humor dos astronautas, cujas exigências de trabalho
são estressantes.
A
pesquisa demonstrou que a ingestão de alimentos ricos em gordura, açúcar ou sal ativa, de fato, o sistema de
recompensa do cérebro. No entanto, neurocientistas afirmam que a
resposta neural apresentada pode não se traduzir em mudanças de
humor mensuráveis. O estudo teve outras limitações consideráveis,
visto que o humor negativo foi induzido em laboratório.
Embora
a ingestão de comidas que confortam tenha a intenção de melhorar
o humor, o uso regular desses alimentos resulta em
obesidade abdominal, com forte relação ao diabetes tipo
2, doenças cardiovasculares e acidente vascular cerebral.
Independentemente
de estudos científicos, não há dúvidas de que alguns alimentos
nos confortam e aquecem a alma em momentos de tensão e tristeza.
Mas não compensam sentimentos negativos e podem ainda somar-se a
eles caso sejam utilizados com desequilíbrio. Comer brigadeiro,
batata frita ou bolinho de chuva de vez em quando não tem nada
de ruim, o problema é fazer disso uma rotina, acreditando que isso
possa trazer felicidade.

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