FONTE:
, Beatryz Gaia, https://www.msn.com/
Cuidar dos filhos, trabalho, casa e comida pode ser bem
exaustante. Na maior parte do tempo, todas essas funções são associadas
as mulheres. A sociedade cobra esse tipo de comportamento
devido à estrutura atual, onde as elas batalham cotidianamente para conquistarem
seu espaço até chegarem em um certo nível de esgotamento mental, muitas vezes
nomeado como exaustão psicológica, podendo causar a síndrome da Mulher
Maravilha.
O
que é?
A
definição da síndrome é aquela mulher que não possui muitas escolhas e tem de
“abraçar” diversas tarefas em seu dia a dia para dar conta das
responsabilidades implicadas a ela. São muitas atividades que somadas,
sobrecarregam e desencadeiam gatilhos emocionais.
"Não
podemos deixar de dizer que a mulher moderna lutou pela sua liberdade e, com
isso, sente que precisa ser a melhor mãe, a poderosa no campo profissional, a
esposa exemplar, dona de casa exímia e, além de tudo isso, ter um padrão
de beleza exigido pela sociedade", explica a psicóloga
Regina Alonso.
É
muito comum ser confundida com outras doenças, mas é importante ressaltar que
síndrome é o conjunto de sintomas que podem ser observados em várias doenças
sem causa específica. Sendo assim, o da mulher maravilha não é uma doença em
si, mas pode desencadear problemas como estresse, ansiedade e transtorno de
personalidade.
Sintomas
mentais e físicos.
Existem
inúmeros sintomas que podem caracterizar a exaustão mental. Os principais são:
desânimo, cansaço excessivo, sonolência, insônia, dificuldade de concentração, perda de memória,
alterações constantes de humor, irritabilidade, depressão, perda ou ganho de
peso, angústia e tristeza.
"A depressão e síndrome do pânico são trazidos nas sessões de
psicoterapia. O sofrimento mental e psíquico são visíveis nas sessões e no dia
a dia desta mulher. Fisicamente, em consultas, elas expressam queixas de dores
de cabeça, insônia, dores pelo corpo, fraqueza, alergias, ganho excessivo de
peso e emagrecimento", esclarece a doutora.
Tratando
a síndrome.
A
psicóloga conta que no processo terapêutico, diversas “mulheres maravilha” se
dão conta de que elas não precisam o tempo inteiro serem perfeitas.
Dessa
forma, é possível encontrar o equilíbrio por meio da psicoterapia e, também,
através de técnicas de respiração para ajudar a acalmar a mente. "A meditação pode ajudar e fazer com que ela entre em conexão
com sua essência, buscando o que existe de melhor dentro de si", explica a
profissional.
Sobre
o tratamento, é importante que a mulher tenha o diagnóstico percebido por meio
dos sintomas e comportamentos apresentados seja por um parente que sentiu
mudanças significativas no estilo de vida dela ou mesmo um profissional de
saúde que percebeu o alerta.
Depois,
é necessário buscar ajuda de um profissional qualificado como o psicólogo, que
ajudará a ver caminhos diferentes, mostrando de que maneira lidar com esse
problema e desconstruir crenças limitantes de como ser mulher. É através do
processo terapêutico que ela poderá ressignificar sua história de vida e seguir
adiante com qualidade de vida física e emocional.
Atenção
especial na pandemia.
Na
quarentena, esses deveres se intensificaram muito na rotina das mulheres, que
antes já não era fácil. Agora precisam lidar com o marido e filhos em casa 24
horas por dia, sem folga e nenhuma válvula de escape.
"Como
resultado, desencadeiam quadros de ansiedade e depressão. Por isso, está mulher necessita de
atendimento psicológico para cuidar de sua saúde mental", finaliza a
doutora.
Consultoria: Regina Alonso é psicóloga profissional, com formação também em Psicoterapeuta Corporal, Educação Física e Licenciada em Complementação Pedagógica. Participou da Internacional Trainner em Biossíntese, CBT em Análise Bioenergética e tem certificado em Biodinâmica pela Ecole Psicologia Brasil França.


Nenhum comentário:
Postar um comentário