FONTE: Paula Felix, O Estado
de S. Paulo,
, Salvador, https://www.trbn.com.br/
O Amazonas lidera com
incremento de 29%. Na sequência, estão Ceará (29%) e Maranhão (27%). São Paulo
é o 18º colocado, com aumento de 16%.
Um levantamento inédito do Conselho Federal de Farmácia
(CFF) apontou um aumento de 17% nas vendas de antidepressivos e estabilizadores
de humor em 2020, primeiro ano da pandemia de Covid-19, em relação a 2019. Medo
da infecção pelo novo coronavírus, mudanças na rotina, incertezas e o isolamento
social estão entre fatores que levaram mais pessoas aos consultórios de
psiquiatras, que alertam sobre a necessidade de observar sintomas como
alterações no sono, ansiedade e desânimo, e de buscar ajuda ao sentir impactos
na saúde mental.
"Verificamos o consumo nos períodos de 2018 em
relação a 2017, 2019 a 2018, 2020 a 2019. Este último levantamento teve um
aumento significativo de venda de remédios para transtorno de humor e
psicotrópicos de 17%. Em 2019, tinha sido de 12% e, em 2018, de 9%. Isso mostra
o impacto da pandemia na saúde mental das pessoas", explica Wellington
Barros, consultor do CFF e professor da Universidade Federal de Sergipe (UFS).
O levantamento, feito em parceria com a Consultoria
IQVIA, mostrou ainda um ranking dos Estados que mais tiveram aumento de venda
desses medicamentos durante a pandemia. O Amazonas lidera com incremento de
29%. Na sequência, estão Ceará (29%) e Maranhão (27%). São Paulo é o 18º
colocado, com aumento de 16%.
"Muitas pessoas imaginariam que São Paulo, por ser
um Estado extremamente afetado pela pandemia, lideraria, mas sabemos também dos
recortes dos determinantes sociais. A literatura médica mostra a prevalência de
distúrbios de saúde mental em locais com desigualdade e pobreza. A
vulnerabilidade aumenta a prevalência de ansiedade e depressão", avalia
Barros.
Ele afirma que os momentos mais críticos da pandemia,
desde a escassez de respiradores chegando à crise da falta de oxigênio para
pacientes, também têm impacto na saúde mental da população.

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