FONTE:
, Nathalia
Zôrzo, Colaboração para Universa, em Brasília, https://www.uol.com.br/
Uma
mulher de 27 anos que estava sendo mantida em cárcere privado pelo companheiro
conseguiu ser resgatada na última segunda-feira (1º) depois de entregar um
bilhete ao funcionário de um banco pedindo ajuda. O caso aconteceu em
Sobradinho, a 30 km de Brasília.
Segundo
a Polícia Militar do Distrito Federal, a vítima aproveitou a ida a uma agência
da Caixa Econômica Federal para sacar o benefício do Bolsa Família para fazer a
denúncia. Em um pedaço de papel, ela escreveu "você pode me ajudar?",
e desenhou um X — que é o símbolo de pedido de socorro da campanha de combate à
violência doméstica no DF.
A
mulher ainda escreveu que o agressor estava do lado de fora da agência
esperando por ela, e anotou no verso do papel o endereço onde estava sendo
mantida presa. Além disso, explicou que, se ninguém atendesse a porta, era para
insistir porque o homem poderia fingir que não estava em casa.
O
sargento Sérgio Borges, da Polícia Militar do Distrito Federal, conta que o
bancário recebeu o pedido de socorro com discrição e avisou a PM assim que a
mulher saiu da agência. "Ele tinha uma amiga que é policial e repassou
tudo para ela, que já mandou uma viatura para o endereço. A gente chegou lá por
volta das 14h30, meia hora depois do chamado", conta.
Quando
a equipe chegou ao endereço indicado, o agressor não estava em casa. A mulher
foi resgatada com os dois filhos, uma menina de três anos e um bebê de
aproximadamente um ano. O trio foi levado a um abrigo.
Segundo
a PM, a mulher contou que sofria constantes agressões verbais e era impedida de
sair de casa. O homem ainda está foragido.
Como denunciar.
Já
sofreu uma agressão e quer denunciar? Registre um Boletim de Ocorrência por
violência doméstica em qualquer delegacia. Se puder, procure uma delegacia da
mulher, especializada neste tipo de caso.
Conhece
uma mulher em situação de perigo? Ligue para 180. O canal do governo federal
funciona 24 horas, incluindo sábados, domingos e feriados. A ligação é anônima
e a central dá orientações jurídicas, psicológicas e encaminha o pedido de
investigação a órgãos de defesa à mulher, como o Ministério Público.
Em
casos de emergência, é possível telefonar para 190 e acionar a polícia.

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