FONTE:
, Eduardo Nunes, https://www.msn.com/
Sensação de inquietude, apreensão sem porquê,
pequenos gatilhos que geram desconforto. Tudo parece bem, mas dentro de você há
uma apreensão que te toma por dentro. A ansiedade é uma das doenças mais
incapacitantes do século segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), sendo
influenciada pelo modo de vida moderno. Mas, se a sociedade atual contribui
para o quadro, como driblar a rotina e evitar crises?
O
Brasil possui o maior índice de pessoas ansiosas, os dados apontam que 19
milhões de brasileiros têm a qualidade de vida comprometida pela condição,
número que representa 9,3% da população do país. “A preocupação é que esses
índices que já eram altos antes da pandemia, estejam ainda piores, haja vista o
que o mundo está enfrentando”, diz a fisiologista Débora Garcia.
Sociedade como gatilho.
A
formatação da sociedade e as pressões que ela exerce também não ajudam a
melhorar os gatilhos. “Quer arrumar outro emprego e se sente preso no que faz
agora. Sabe que precisa cuidar melhor de você, só que a mente é tão sabotadora
que você está sempre se cobrando pelo que não fez. Perfeccionismo e auto
exigência te atrapalham. Gostaria de produzir mais e ter tempo para si mesmo,
só que se perde em seus pensamentos. Todas essas são condições que caracterizam
a mente ansiosa”, explica.
Segundo
Débora, a maior parte dos problemas são resultado de estados internos, ou seja,
da mente e emoções, mas essa chave pode ser virada. “Diversas ferramentas podem
reduzir esses efeitos. Uma delas é a prática meditativa, que vai ajudar o
indivíduo a aumentar a concentração, já que a ela ajuda a ativar as regiões
tencionais do cérebro”, comenta.
No
contexto de pandemia, onde o cenário gera comportamentos relacionados ao medo e
a cobrança, assim como a perda dos limites entre o público (trabalho e
responsabilidade) e o privado (família, amigos e lazer), os cuidados precisam
ser redobrados.
“Estamos
muito acostumados e sermos exigidos. Mas com isso acabamos sendo negligentes
com os nossos limites. Lazer e descanso também precisam ser prioridades. Não se
trata de uma perda de tempo, pois é um ato essencial para a produtividade e a
saúde da mente. Somos seres humanos e há vários setores na vida, o trabalho é
apenas um deles”, alerta.
Mesmo
sendo um cenário que é construído a partir de influências externas, a
especialista em fisiologia aponta que é possível contornar os gatilhos. E, com
isso, prevenir os efeitos colaterais do problema por meio de técnicas de
autocontrole emocional e autoconhecimento.

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