FONTE: Revista ABM,
https://www.ibahia.com/
Endocrinologista explica que
entender o metabolismo é fundamental para ajudar a manter o peso e evitar o
efeito sanfona.
Você sabia que aquele vai e vem da
balança, o famoso “efeito sanfona”, impacta profundamente na saúde, sobretudo
no sistema cardiovascular, aumentando o risco de infarto, e até mesmo de AVC?
O emagrecimento ajuda a controlar a pressão, o colesterol e a glicemia,
mas quando se engorda novamente, esses parâmetros se desregulam. Esse risco se
deve, principalmente, ao acúmulo de gordura abdominal, associada à elevação da
pressão, ao aumento da glicemia e ao processo inflamatório que o excesso de
peso provoca no organismo.
O que causa o efeito sanfona.
Conforme explica a endocrinologista Louise Cruz, o efeito sanfona
acontece porque o organismo tem uma memória metabólica, o que explica a
tendência que os obesos têm em recuperar o peso perdido, como se o corpo
soubesse o "caminho de volta" para o peso máximo que a pessoa já
teve. “O cérebro sempre entende que perder peso é um sinal de perigo para
saúde, e vai criar medidas para facilitar o reganho de peso, ou para evitar que
a pessoa emagreça, como, por exemplo, aumentar a fome e diminuir o
metabolismo”, explica a endocrinologista.
Como evitar o efeito sanfona.
De
acordo com a endocrinologista, não adianta cuidar da alimentação somente na
fase de emagrecimento. O que muitas vezes acontece é que, ao atingir o
peso ideal, a pessoa para de fazer o controle alimentar, não faz exercícios
físicos regulares, ou, pior ainda, suspende por conta própria alguma medicação
prescrita pelo médico. Portanto, tudo depende do metabolismo individual e da
mudança no estilo vida. “Quem está fazendo tratamento para perder peso, tem que
ter vigilância contínua quando chegar ao peso pretendido, e não parar o
controle alimentar, e muito menos a atividade física, que é essencial para
manutenção do peso. Quanto mais músculo se tem, mais ativo é o metabolismo”,
explica Dra. Louise.
A dica é:
•
300 minutos de atividade física por semana, na fase de perder peso
•
150 minutos de atividade física por semana quando chegar na fase de manter o
peso
•
Evitar os carboidratos simples, como açúcar refinado, farinha branca e produtos
industrializados
•
Ter um bom aporte de proteínas e boas gorduras ao longo do dia
•
Ter uma boa noite de sono - durante a noite produzimos hormônios que são importantes
para o metabolismo e controle da fome e saciedade
Entender o metabolismo.
A
endocrinologista explica que entender o metabolismo é fundamental para ajudar a
manter o peso e evitar o efeito sanfona, já que o metabolismo é diferente na
mulher e no homem. E isso se deve, em parte, aos níveis hormonais. “No homem, a
testosterona favorece o ganho de massa muscular e menor acúmulo de gordura,
enquanto nas mulheres o ciclo menstrual aumenta a fome, o acúmulo de líquido, e
menor força para atividade física”, explica.
Embora
os homens tenham mais massa magra do que as mulheres, motivo pelo qual perdem
peso com mais facilidade, a endocrinologista esclarece que os hormônios
femininos têm suas vantagens, pois favorecem o acúmulo de gordura em regiões de
menor risco cardiovascular, como culotes, quadris, nádegas e coxas. “Já os
homens acumulam no abdome, local mais associado a doenças como diabetes,
infarto, hipertensão, AVC e trombose”, alerta.
Outros fatores podem influenciar.
Embora,
em muitos casos, o ganho de peso se deva a fatores externos, como alimentação
hipercalórica e sedentarismo, segundo a Dra. Louise, já foram identificados
genes associados a maior ou menor propensão a engordar. Mas isso não
significa que uma pessoa com a genética da obesidade não vai emagrecer. “O
ambiente em que se vive e o estilo de vida podem influenciar em como essa
genética vai se expressar, com maior ou menor intensidade”, explica a
endocrinologista.


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