FONTE: *** Jairo Bouer (doutorjairo.blogosfera.uol.com.br).
Cientistas das
universidades de Granada, na Espanha, e de Washington, nos Estados Unidos,
afirmam que a esquizofrenia não é uma doença única, mas que existem oito tipos
geneticamente diferentes da doença.
A descoberta,
publicada pela revista científicaAmerican Journal of Psychiatry, pode
ser um passo importante para diagnosticar e tratar melhor essa enfermidade, que
afeta cerca de 1% da população mundial.
Os pesquisadores já
sabiam que cerca de 80% do risco de sofrer esquizofrenia era hereditário, mas a
ciência vinha lutando para identificar genes específicos capazes de deflagrar o
transtorno.
Na atual pesquisa,
que contou com 4.196 pacientes com o diagnóstico, foram identificadas
diferentes redes de genes que contribuem para os tipos da doença. Outros 3.200
indivíduos saudáveis participaram do grupo de controle.
De acordo com Igor
Zwir, um dos autores, os genes não atuam de forma isolada, mas trabalham
juntos, como numa orquestra, em pessoas saudáveis, ou de maneira desorganizada,
nos casos dos indivíduos com esquizofrenia.
Cada um dos oito
tipos identificados têm manifestações típicas, como alucinações e delírios ou
discurso e comportamento desorganizados, por exemplo.
Enquanto genes
individuais apresentam associações fracas com a doença, as redes de interação
entre grupos de genes representam um risco de 70 a 100% de sofrer de
esquizofrenia.
Sobre o autor.
Jairo Bouer é médico formado
pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, com residência em
psiquiatria no Instituto de Psiquiatria da USP. A partir do seu trabalho no
Projeto Sexualidade do Hospital das Clínicas da USP (Prosex), passou a focar
seu trabalho no estudo da sexualidade humana. Hoje é referência no Brasil, para
o grande público, quando o assunto é saúde e comportamento jovem, atendendo a
dúvidas através de diferentes meios de comunicação.
Sobre o blog.
Neste espaço, Jairo Bouer publica informações atualizadas e opiniões
sobre saúde, sexo e comportamento.


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