FONTE:
, Salvador, https://www.trbn.com.br/
Conheça os tipos e as
causas do problema.
Existem quatro glândulas paratireoides no corpo humano.
Elas são do tamanho de um grão de arroz, ficam em cada um dos quadrantes da
tireoide, no pescoço e produzem o hormônio paratormônio (PTH). Quando há a
produção excessiva do hormônio, configura-se um quadro de
hiperparatireoidismo.
O hormônio é responsável por manter o equilíbrio dos
níveis de cálcio, vitamina D e fósforo no sangue e nos tecidos que precisam
desses nutrientes. Atua na reabsorção de cálcio nos rins, na maior absorção de
cálcio da alimentação no intestino e na remoção do cálcio armazenado nos ossos
a ser liberado na corrente sanguínea.
O hiperparatireoidismo é mais comum no sexo feminino, em
pessoas com mais de 60 anos e com condições específicas, como síndromes da
neoplasia endócrina múltipla, uma desordem que afeta diversas glândulas;
exposição à radiação em tratamento contra o câncer; uso prolongado de lítio,
quando se tem transtorno bipolar; e se houver histórico de deficiência de
cálcio e vitamina D.
Tipos e causas.
Existem formas diferentes de classificar o
hiperparatireoidismo, conforme o motivo do surgimento. O primário é quando uma
doença das próprias paratireoides faz uma ou mais delas trabalhar a mais,
gerando uma secreção abundante do hormônio PTH, devido a um adenoma ou
crescimento dessas glândulas.
Já o hiperparatireoidismo secundário ocorre quando há um
distúrbio no metabolismo do corpo que estimula as paratireoides e que provoca diminuição
dos níveis de cálcio e de fósforo na circulação. Pode ocorrer devido à
insuficiência renal crônica ou deficiências severas de cálcio e/ou vitamina
D.
O tipo terciário é menos comum e acontece quando as
paratireoides passam a produzir mais PTH por conta própria. Pode surgir algum
tempo depois do secundário.
Sintomas.
Como outras doenças, nem sempre o hiperparatireoidismo
provoca sintomas nas fases mais iniciais. Quando há sinais, os mais comuns são
desenvolvimento de pedras nos rins; ossos frágeis e maior risco de fraturas;
dor nos ossos e nas articulações; depressão; esquecimento; cansaço excessivo;
fraqueza muscular; sede em excesso; dor constante na barriga; aumento da
vontade para urinar; desenvolvimento de insuficiência renal ou pancreatite;
náuseas, vômitos e perda de apetite.
Como diagnosticar o hiperparatireoidismo.
A ausência de sintomas no começo aumenta a relevância de
fazer exames de sangue de rotina, porque eles permitem a identificação de
alterações nos níveis de cálcio e se o hormônio PTH estão maiores. Também são
pedidos exames como dosagem de cálcio e fósforo na urina, por
exemplo.
Para descobrir a causa, o médico vai solicitar o exame de
cálcio iônico, que oferece a vantagem de se referir à fração do elemento
fisiologicamente atuante. Se estiver elevado, pode ser hiperparatiroidismo
primário, neoplasias ou excesso de vitamina D. Se estiver baixo, indica sinais
de hipoparatiroidismo, de deficiência de vitamina D e de
pseudo-hipoparatiroidismo.
Exames de radiografia contribuem para ajudar a
identificar a doença, porque indicam ossos com desmineralização e osteoporose,
além de anormalidades nos rins. Além disso, com ultrassonografia, cintilografia
ou ressonância magnética da região do pescoço podem apontar alterações nas paratireoides.
Tratamento.
A primeira providência é estabilizar os níveis de cálcio.
Para isso, conforme o caso, podem ser utilizadas diferentes estratégias, como a
reposição hormonal, geralmente em mulheres após a menopausa.
Outra é a adoção de medicamentos bifosfonados que
contribuem para ampliar a deposição de cálcio nos ossos, reduzindo a quantidade
livre no sangue. Também podem ser indicados calcimiméticos, que imitam o cálcio
que circula no sangue e pode ajudar as glândulas a liberarem menos paratormônio.
A automedicação não é recomendada. Qualquer medicação
pode desencadear efeitos colaterais e só pode ser usada conforme prescrição
médica. O ideal é sempre procurar um endocrinologista.
Em outros casos, há a opção da retirada das glândulas
afetadas. A cirurgia feita por pequenas incisões e anestesia local é o
tratamento mais comum para o hiperparatireoidismo primário e cura na maioria
dos casos. Há raras chances de complicações, que incluem danos às cordas vocais
e uso de suplementos de cálcio e vitamina D.
No caso do hiperparatireoidismo secundário, é necessário
fazer o correto acompanhamento e tratamento da insuficiência renal, com
reposição dos níveis de vitamina D e de cálcio que estão
diminuídos.
A mudança na dieta também pode ajudar, com consumo de
alimentos ricos em cálcio e em vitamina D e com hidratação constante, de
preferência com água. A prática de atividades físicas ajuda no fortalecimento
dos ossos. O tabagismo deve ser abandonado.

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