FONTE:
, Matheus Brum, https://www.msn.com/
VITÓRIA - O homem de 33 anos, acusado de estuprar a sobrinha de 10 anos em São
Mateus, norte do Espírito Santo, foi condenado a 44 anos, três meses e cinco
dias de prisão. De acordo com o Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJ-ES),
a sentença foi proferida no início de fevereiro. Mais detalhes não foram
repassados, uma vez que este caso se encontra em segredo de Justiça.
A
defesa do acusado disse não concordar com a sentença e que irá recorrer.
“Respeitamos todas as decisões do Poder Judiciário, mas não concordamos. Já
impetramos o recurso de apelação. Entendemos que alguns elementos, alguns
requisitos que foram trazidos na sentença, que foram colocados como o
quantitativo de pena, a defesa não concorda. Vamos em busca de uma sentença
justa”, afirmou o advogado Antônio Hortêncio.
Ele
não quis informar em qual presídio o homem está preso, por questões de
segurança. “Em relação ao cliente, está no presídio e está bem. Vamos conversar
com ele sobre a sentença. Fomos intimados na quarta-feira (24 de fevereiro) e
não deu tempo de conversar com ele com a sentença”, contou o advogado.
O Estadão entrou
em contato com a defesa da família da vítima. Entretanto, o advogado
responsável pelo caso disse que, por enquanto, não irá se pronunciar.
Relembre a história.
No
início de agosto de 2020, a menina, então com 10 anos, reclamou de dores na
barriga e procurou um médico. Em um hospital de São Mateus, a gravidez foi
diagnosticada. O caso repercutiu nacionalmente após o TJ-ES liberar que a
vítima fizesse um aborto para retirar o feto. Na época, a garota estava grávida
de três meses aproximadamente.
Na
decisão judicial que autorizou a interrupção da gravidez, foi determinado que o
procedimento fosse realizado no Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes
(Hucam). Entretanto, o hospital não fez o procedimento e alegou "questões
técnicas" na recusa. A criança, então, foi transferida para o Centro
Integrado de Saúde Amaury de Medeiros (Cisam-UPE), em Recife, Pernambuco, onde
conseguiu ser atendida na noite do dia 16 de agosto. A garota, acompanhada da
avó, teve de chegar e entrar no hospital escondida. Do lado de fora, um grupo de
manifestantes contrário ao aborto protestou contra a decisão da Justiça de
conceder a interrupção da gravidez.
Depois
da realização do aborto e do retorno da vítima para o Espírito Santo, o
Ministério Público do Espírito Santo (MP-ES) denunciou a extremista de direita
Sara Giomini por ter divulgado dados pessoais da vítima nas redes sociais. O MP
também denunciou um pré-candidato a vereador de São Mateus, do PSL, que teria
pressionado a família da garota a não aceitar a realização do aborto. Essa
suposta “pressão” exercida por algumas pessoas contra a criança e parentes
também estava na mira do MP capixaba.
O
tio, acusado do estupro, fugiu e foi preso em Minas Gerais. Ele estava na casa
de familiares em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, e se
entregou à Polícia.

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