O
Colégio Pedro II, do Rio de Janeiro, decidiu abolir a distinção do uniforme
escolar por gênero. A instituição já havia sido a primeira escola da rede
pública no Rio a comunicar o cumprimento do decreto da ex-presidente Dilma
Rousseff que permite o uso do nome social por travestis e transexuais em órgãos
e entidades da administração pública federal.
De
acordo com a norma, divulgada na segunda-feira (19), não há mais a especificação
sobre o que é uniforme feminino e masculino.
"Procuramos
de alguma maneira contribuir para que não haja sofrimento desnecessário entre
aqueles que se colocam com uma identidade de gênero diferente daquela que a
sociedade determina. A tradição não importa em anacronia, mas pode e deve
significar nossa capacidade de evoluir e de inovar", afirmou, em nota, o
reitor Oscar Halac.
Segundo
informações do O Dia, a medida foi consolidada pela Portaria nº 2.449/2016, que
trata das Normas e Procedimentos Discentes, e atende aos parâmetros da
Resolução nº 12 do Conselho Nacional de Combate à Discriminação e Promoção dos
Direitos de Lésbicas, Gays, Travestis e Transexuais (CNCD/LGBT).
Alunos
e ex-alunos do colégio comemoraram a decisão nas redes sociais.
"Muito
legal ter estudado em um colégio que valoriza a igualdade", escreveu uma
internauta. "Preocupar-se com o ensino é também, principalmente,
preocupar-se com o ser humano. O CPII está dando uma lição de respeito às
liberdades individuais", destacou outra. "Que evolução.
Parabéns!", comemorou outro aluno.


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