Em todo o planeta, 5,1 bilhões de pessoas usam algum tipo de aparelho de telefone
celular, informa o
relatório Economia Móvel 2019, da GSMA, empresa que representa o interesse de
operadoras e avalia o ecossistema móvel. O número equivale a 67% da população
mundial. Neste ano, o Brasil deve totalizar 204 milhões de
smartphones em funcionamento, quase a totalidade dos 210 milhões de
brasileiros.
O ano de 2018 marcou a
hegemonia do 4G, que
se tornou o principal padrão de conexões de dispositivos móveis no mundo,
chegando a 3,4 bilhões de usuários, o equivalente a 43% do total. Do conjunto
da base, 29% eram de conexões 2G, e 28%, de 3G. Em 2025, a projeção da GSMA
aponta que o 4G deve estar em 60% dos serviços.
De acordo com o relatório, o 5G, o novo paradigma tecnológico
dos serviços móveis, tornou-se “uma realidade”. No ano passado, o novo padrão
foi lançado nos Estados Unidos e na Coreia do Sul. Em 2019, a previsão é que
ele passe a ser ofertado em 16 novos países, entre os quais o Brasil, que deve realizar
no final deste ano o leilão da internet 5G..A expectativa da GSMA é que em 2025
haja 1,4 bilhão de conexões, cerca de 15% da base total.
A implantação do 5G deve gerar, ainda conforme a entidade, 2,2 trilhões
de dólares na economia global nos próximos 15 anos. Em 2025, a projeção é que a
adoção esteja mais avançada na Coreia do Sul, no Japão, nos Estados Unidos e na
China.
O crescimento das vendas, entretanto, tem desacelerado e não deve superar
1,9% nos próximos anos. A estimativa é que, até 2025, o número de pessoas com
esse tipo de serviço aumente em 710 milhões, chegando a 5,8 bilhões. Pelas
previsões da GSMA, este total deve equivaler a 71% da população mundial.
O crescimento da base de assinantes de serviços deve vir sobretudo da
Ásia, onde estará a metade dos novos usuários, e da África subsaariana, a fonte
de 25% deles. A GSMA prevê que cerca de 30% de todo o planeta deva se manter
longe dos telefones celulares nos próximos anos.
No recorte por região, o maior porcentual de uso de celulares está a
Europa, com 85%. Em seguida, estão a América do Norte (83%), a Comunidade dos
Estados Independentes (80%), a América Latina (67%), a Ásia e
Pacífico (66%), o Oriente Médio e Norte da África (64%) e a África Subsaariana
(45%). A variação evidencia a persistência de desigualdades regionais no acesso
a essa tecnologia.
Já o total de pessoas com possibilidade de uso da internet pelo celular
ficou em 3,6 bilhões em 2018. O número corresponde a 47% dos habitantes do
planeta. A expectativa é que o número de usuários de internet móvel cresça por
volta de 5% ao ano, incluindo 1,4 bilhão de novos usuários e chegando a 5
bilhões em 2025, quando abarcará 60% da população mundial.
Os smartphones devem puxar esse crescimento. Em 2018, eles eram 60% dos
dispositivos móveis em funcionamento. Em 2025, a estimativa da GSMA é que
representem 80% do total da base de aparelhos celulares.
Segundo a GSMA, a economia móvel gerou 3,9 trilhões de dólares em
contribuições para o conjunto da economia em 2018. O montante equivale a mais
de duas vezes o Produto Interno Bruto do Brasil em 2018. O valor também
corresponde a 4,6% do Produto Interno Bruto (PIB) global e contribuiu com a
geração de 14 milhões de empregos diretos e outros 17 milhões de indiretos.
Até 2023, a estimativa da GSMA é que essa participação chegue a 4,8% da
riqueza produzida no planeta.
*** Com Agência
Brasil.


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