Pesquisa
demonstrou que pode até melhorar os níveis de colesterol bom. Há controvérsias.
Difícil alguém não gostar de queijo. É uma alimento que faz parte da
praticamente todas as diferentes
dietas que existem pelo
mundo. Ate por que dentro do universo queijo, há muitas opções. Queijos fortes,
mais leves, com mais ou menos gordura, os “fedorentos”, os mais
industrializados… tem pra todos os gostos.
Aqui no Brasil sai na frente o queijo minas frescal e o meia cura, além
do queijo coalho, que é preferido ser consumido bem tostadinho. Tem os
franceses que são mais fortes e tem cheiro bem forte. Os italianos deliciosos e
menos pesados, como a muçarela e a ricota. Até no Japão tem queijo, de tofu, mas tem! Nos Estados Unidos o cream cheese resolve
o problema dos americanos, junto com cheddar.
Motivo de muita polêmica, o queijo amarelo sempre foi rejeitado pelos
adeptos a uma alimentação
mais saudável e, por outro
lado, não pode faltar na mesa de quem não se priva de comer o que quer. Seu
alto teor de gordura e de calorias provoca discussões entre nutricionistas e
gourmets. Porém, o alimento pode ajudar nos níveis do HDL, o colesterol
considerado bom para o nosso organismo.
Pesquisa realizada pela Universidade de Copenhague e publicada
recentemente no “Journal of Clinical Nutrition”, investigou 139 pessoas que se
dividiram em três grupos: o primeiro retirou o queijo completamente da dieta; o
segundo consumiu apenas queijos com baixo nível de gordura; e o último passou a
ingerir apenas queijos gordurosos – normalmente de cor mais amarelada. Depois
de um mês foram feitos exames de sangue e nenhum dos grupos teve alterações em
seus níveis de LDL (colesterol ruim) – considerado prejudicial para a saúde do
coração. Na verdade, aqueles que incluíram os queijos amarelados na dieta
tiveram um aumento no nível do colesterol bom, o HDL.
O cardiologista e diretor da Sociedade Mineira de Cardiologia Evandro
Guimarães afirma, no entanto, que os detalhes do estudo devem ser analisados
com cautela, como o número da amostragem, o uso de medicamentos durante a pesquisa
e a dieta adotada nas 12 semanas.
“Os queijos mais gordurosos têm alto teor de gordura saturada, que faz
com que o colesterol, tanto o bom quanto o ruim, aumente. Você tem uma taxa de
gordura saturada que deve ser consumida para que o colesterol não se altere.
Nessa pesquisa, provavelmente, as pessoas que consumiram os queijos gordurosos
diminuíram a ingestão de outros alimentos com gordura saturada, por isso o
resultado”, defende. Com informações do jornal O Pontal.
Como o queijo é feito?
O Queijo é feito a partir do leite de vários mamíferos diferentes, tais
como vaca, ovelha, cabras, búfalas. Ele é produzido através da pasteurização e
coagulação do leite, que acontece quando ele é depositado em tanques com
temperaturas de 65ºC e depois resfriado até 34ºC. Após essa etapa, são
adicionados os ingredientes e o sal.
Os diversos tipos e paladares dos queijos são definidos pelo uso do leite
de diferentes mamíferos ou pela quantidade de gordura do mesmo, ou ainda, pelo
acréscimo de determinadas bactérias e bolores, ou pela variação do tempo de
envelhecimento e outros tratamentos de transformação. Há ainda adição de
agentes aromatizantes tais como ervas, especiarias, ou defumação. A cor do queijo,
amarelo e vermelho são resultado da adição de colorau.
O queijo é um alimento bem completo, de fácil transporte, longa
durabilidade (dura bem mais do que o leite do qual é feito) e alto teor de
gordura, proteína, cálcio e fósforo. É um excelente substituto de carnes para
os lacto-vegetarianos.
Como escolher o queijo?
É interessante quando for escolher o queijo que vai consumir, pensar o
que você pretende com aquele alimento. Se a ideia é degustar com amigos
acompanhado de um vinho, considere apenas o sabor e a harmonização com a
bebida que vai acompanhar, normalmente vinho.
Se sua ideia é comer queijos mais magros, procure escolher os que tem
menos calorias e menos teor de gordura, principalmente as gorduras saturadas.
Se a intenção é substituir carnes, procure por opções que sejam mais
ricas em proteína.

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