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A mãe ou
cuidadora da criança não pode esquecer de promover a variedade de alimentos,
estimulando o consumo diário de frutas, verduras e legumes.
A mãe que tem dúvidas
ou deseja estabelecer um saudável programa alimentar para o filho nos dois
primeiros anos de vida, pode basear-se no manual elaborado pelo Ministério da
Saúde para este fim.
Denominado Dez passos
para uma alimentação saudável, a primeira recomendação do manual obviamente é
sobre a primeira alimentação que recebemos na vida, o leite materno. Ele
garante a alimentação do bebê até seis meses, sem necessidade de outro
complemento, incluindo até a água.
A partir dos seis meses
outros alimentos devem ser ingeridos gradualmente, como cereais, tubérculos,
carnes, frutas e legumes três vezes ao dia caso a amamentação continue. Se o
desmame ocorrer, o bebê pode fazer até cinco refeições por dia. Os alimentos
não precisam ser dados rigorosamente no mesmo horário, dependerá mais da
vontade da criança. Devem inicialmente ter a consistência de papinhas até
chegar a alimentação ingerida pela família.
A mãe ou cuidadora da
criança não pode esquecer de promover a variedade de alimentos, estimulando o
consumo diário de frutas, verduras e legumes. As guloseimas devem ser evitadas
nos dois primeiros anos de vida. Manter a criança longe de alimentos
açucarados, enlatados, gordurosos, sem nutrientes formará hábitos melhores para
o futuro.
Crianças de até 12 anos
sem refrigerantes na escola.
As empresas Coca-Cola
Brasil, Ambev e PepsiCo Brasil informaram que crianças de até 12 anos não
fornecerão mais refrigerantes como opção para as escolas, a partir do segundo
semestre. Para esta faixa etária, de acordo com um informe assinado pela três
fabricantes, só serão comercializados água mineral, água de coco, sucos com
100% de fruto e bebidas lácteas.
A mudança na oferta dos
produtos tem como base as diretrizes de associações internacionais de bebidas e
vale para as instituições que compram direto dos fabricantes e para
distribuidores. Para os varejistas que adquirem os produtos em outros pontos de
venda, as empresas farão uma ação de conscientização dos comerciantes.
Para evitar que
crianças e jovens continuem consumindo refrigerantes no lugar de ingerirem
bebidas mais saudáveis, é preciso uma conscientização dos alunos, pais e
responsáveis sobre as doenças que o consumo dessas bebidas pode acarretar, como
a obesidade e a síndrome metabólica.
Método de deixar bebê
comer alimentos sólidos ao invés de papinhas se espalha pelo mundo.
Método de deixar bebê
comer alimentos sólidos ao invés de papinhas se espalha pelo mundo.
Será que a papinha dos
bebês está com os dias contados? Se depender do método Baby-Lee Weaning,
Desmame guiado pelo bebê em português, sim. Também conhecido por BLW, o método,
criado pela britânica Gill Rapleu, agente de saúde e autora do livro Desmame
Guiado pelo Bebê, Ajudando seu Filho a Amar a Boa Comida. O objetivo é dar
liberdade ao bebê para escolher o que desejam comer.
Como? Permitindo que, a
partir dos seis meses, ele sente à mesa com a família e escolha o que deseja
comer. Os alimentos, claro, devem ser dados em pedaços. Muitas mamães mundo à
fora estão aprovando o método, mas a Organização Mundial de Saúde (OMS)
recomenda que a partir dos seis meses a introdução alimentar seja feita em
forma de papinhas e com alimentos que complementem a nutrição realizada com
leite materno, que deve continuar.
No método BLW deve-se
oferecer opções de alimentos saudáveis, como por exemplo, cenoura e brócolis
cozidos. A criança deve ter liberdade de experimentar, mas jamais ser obrigada
a comer. Nem deve ser apressada e nem ir para mesa quando estiver com muita
fome ou irritada.
No início o bebê brincará mais com a comida, mas com o tempo começará a optar por alimentos de sua preferência. E terá sua autonomia estimulada desde cedo. Além de maior prazer e interação com os pais na hora das refeições.
No início o bebê brincará mais com a comida, mas com o tempo começará a optar por alimentos de sua preferência. E terá sua autonomia estimulada desde cedo. Além de maior prazer e interação com os pais na hora das refeições.
Quando a criança pode
começar a consumir açúcar?
Uma dúvida que costuma
assaltar as mães, principalmente as que tiveram o primeiro filho, é o momento
em que o açúcar deve ser inserido na alimentação da criança. Segundo a cartilha
do Ministério da Saúde, “Dez passos para a alimentação saudável – Guia
alimentar para crianças menores de dois anos”, até dois anos de idade a criança
não deve consumir nenhum tipo de açúcar.
Depois dessa idade já
fica difícil restringir o açúcar para os pequenos. Mas os pais devem estar
cientes que de o excesso do consumo não provoca apenas risco de obesidade.
Açúcar pode se tornar um vício e causar dependência, já que as pessoas
apresentam perfis metabólicos diferenciados.
O açúcar está presente
em todas as frutas e vegetais que até a idade de dois anos fazem parte da dieta
infantil. Mas, o açúcar livre, presente em bolos, massas, refrigerantes, doces,
sucos de frutas concentrados, ou seja, o que é acrescentado ao alimento pelo
fabricante, não deve ser consumido em excesso.
Tanto é que a
Organização Mundial de Saúde (OMS), diz que há comprovação de que o consumo de
açúcar livre, quando é feito dentro dos limites, ou seja, 10% abaixo do consumo
diário de energia, não só diminuiu o risco de sobrepeso, como também o risco da
obesidade e de adquirir cáries.
No início deste ano foi
publicado um novo guia pela OMS, que recomenda que o consumo de açúcar livre
entre crianças e adultos seja menor do que 10%. Se o consumo for abaixo de 5% –
aproximadamente 25 gramas ou 6 colheres de chá diárias, a saúde da população
será beneficiada. Um refrigerante possui aproximadamente 15 gramas de açúcar, 5
a mais do que o limite recomendado.
Veja a resposta de
Marcio Atalla para a pergunta:
As crianças podem estar
consumindo açúcar em excesso através dos refrigerantes
Crianças e jovens estão
consumindo uma grande quantidade de açúcar. E esse excesso pode aumentar o
risco de desenvolvimento de doenças cardíacas. Os maiores vilões responsáveis
por essa quantidade excessiva de açúcar consumido são os refrigerantes.
A quantidade de açúcar não deve ultrapassar a de seis colheres de chá por dia, o que equivale a 100 calorias. Isso na faixa etária de dois a 18 anos. Açúcar jamais deve ser dado aos bebês.
A quantidade de açúcar não deve ultrapassar a de seis colheres de chá por dia, o que equivale a 100 calorias. Isso na faixa etária de dois a 18 anos. Açúcar jamais deve ser dado aos bebês.
A recomendação foi
feita recentemente pela Associação Americana do Coração (AHA, sigla em inglês)
e publicada no periódico científico “Circulation”. Ela foi baseada na revisão
de diversos estudos sobre o consumo de açúcar e seus efeitos na saúde das
crianças e jovens.
No entendimento dos
cientistas, açúcar tanto pode ser o normal, como a frutose, ou o mel que é
usado no processamento ou preparação de alimentos ou bebidas. A partir de 2018
a indústria alimentícia dos EUA será obrigada a informar, nos rótulos, as
quantidades de açúcar que existe em seus produtos, com o objetivo de ajudar a
cumprir as novas recomendações sobre o alimento.
Ainda assim é
importante que pais e educadores comecem a observar esse aspecto na alimentação
de crianças e jovens e revisar seus hábitos alimentares. A melhor maneira de
rever e mudar um hábito prejudicial à saúde é através da conscientização. Ela
ajudará na prevenção de doenças futuras.
Obesidade infantil já virou epidemia global.
Se o seu filho está
obeso, saiba que a doença já é tratada como epidemia global, segundo a Pesquisa
Nacional de Saúde do Escolar (PENSE), que é realizada pelo Instituto da
Pesquisa Nacional de Saúde (IBGE), junto com o Ministério da Saúde.
Dieta inadequada e
falta de atividade física são os principais responsáveis pelo preocupante
quadro. Diabetes, hipertensão e colesterol alto também contribuem para a
obesidade infantil. Outro fator é o fato da criança passar muitas horas diante
da televisão, quando a Academia Americana de
Pediatria recomenda que
o tempo seja apenas de uma hora por dia para crianças de ambos os sexos na
faixa etária de 2 a 5 anos.
Como exercitar crianças
nesse período de idade? O exemplo deve começar pelos pais, não só em relação a
prática de exercício, como desenvolver hábitos de uma alimentação balanceada e
saudável.
Em primeiro lugar os
pais devem se conscientizar que não devem passar tantas horas diante da
televisão ou celular e nem permitir que os filhos criem esse hábito.
Caminhar em parques e
praças ao lado dos filhos pode ser uma atividade muito prazerosa nessa fase,
como também ensinar os pequenos a andar de bicicleta, jogar bola com eles e
resgatar atividades do tempo de criança, como pular amarelinha, brincar de esconde-esconde,
entre outras.
É importante, desde
cedo, desenvolver nas crianças a conscientização que a atividade física é um
momento de prazer, de diversão e não uma obrigação. Brincar com outras crianças
em locais de lazer também pode ser uma maneira de manter a obesidade distante
da vida dos pequenos.
Unicef: Nutrição
deficiente causa danos mentais e físicos irreversíveis.
Apenas uma em cada seis
crianças com menos de dois anos recebe alimentos em quantidade e diversidade
suficientes para a sua idade, o que deixa as restantes em risco de danos
físicos e mentais irreversíveis.
A conclusão é de um
relatório da agência das Nações Unidas para a infância. “Os bebés e as crianças
pequenas têm maior necessidade de nutrientes do que em qualquer outra fase da
vida. Mas milhões de crianças pequenas não desenvolvem todo o seu potencial
físico e intelectual porque recebem pouca comida e demasiado tarde”, disse
France Begin, conselheira sénior para os assuntos de Nutrição da Unicef, citada
num comunicado da organização.
A responsável alerta
que “uma nutrição deficiente numa idade tão tenra causa danos mentais e físicos
irreversíveis”. Intitulado “Desde a primeira hora de vida”, o relatório agora
divulgado revela um mundo onde uma dieta saudável está fora do alcance da maioria.
Os dados da Unicef mostram que a introdução tardia de alimentos sólidos, o
número reduzido de refeições e a falta de variedade de alimentos são práticas
generalizadas no mundo, privando as crianças de nutrientes essenciais quando o
cérebro, os ossos e o físico deles mais precisam.

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