É
importante ficar atento aos sintomas e buscar ajuda médica especializada.
A Sociedade Brasileira
de Cardiologia (SBC), criou o ‘cardiômetro’, um indicador do número de mortes
por doenças cardiovasculares no País. De acordo com o órgão, as doenças dessa
natureza, além de afecções do coração e da circulação, representam a principal
causa de mortes no Brasil, sendo que, de janeiro até setembro deste ano, já
registraram 268.817 óbitos. Essas doenças são responsáveis por mais de 30% das
mortes registrados. São mais de mil por dia, cerca de 43 por hora. A morte
precoce do filho do jogado Cafu, com 29 anos, levanta o alerta para a
questão.
A SBC estima, ainda,
que ao final deste ano, quase 400 mil cidadãos brasileiros morrerão por doenças
do coração e da circulação. Visto que no ano passado foram 383.961 óbitos.
“Muitas dessas mortes poderiam ser evitadas ou postergadas com cuidados
preventivos e medidas terapêuticas. O alerta, a prevenção e o tratamento
adequado dos fatores de risco e das doenças cardiovasculares podem reverter
essa grave situação”, ressalta o presidente da SBC Marcus Bolívar Malachias.
Ele explica que, um
ataque cardíaco ocorre quando o fluxo de sangue que leva ao miocárdio (músculo
cardíaco) é bloqueado por um tempo prolongado, de modo que parte do músculo
cardíaco seja danificado ou morra. Esse tipo de infarto é chamado de miocárdio.
“Também chamado de
infarto agudo do miocárdio ou ataque cardíaco, o infarto pode ser fatal. Com
tratamento adequado, é possível evitar danos significativos no músculo cardíaco
e isso é primordial para que o paciente possa viver muitos anos sentindo-se
bem. Por isso, é crucial chamar a emergência ou correr para o hospital nos
primeiros sinais do problema”, finaliza o médico.
CAUSA.
De acordo com
especialistas, o infarto ocorre quando uma ou mais artérias que levam oxigênio
ao coração (chamadas artérias coronárias) são obstruídas abruptamente por um
coágulo de sangue formado em cima de uma placa de gordura (ateroma) existente
na parede interna da artéria.
Os fatores de risco
mais comuns de infarto incluem: Idade - homens acima dos 45 anos e mulheres com
55 anos ou mais tem maior propensão ao infarto. O tabagismo, hipertensão,
colesterol elevado, diabetes, histórico familiar de infarto, sedentarismo,
obesidade, estresse, alcoolismo, uso de drogas ilegais estimulantes, como
cocaína, entre outros.
SINTOMAS.
A dor do infarto pode
ser típica ou atípica. A típica tem como características ser no meio do peito,
em aperto, espalhando para o braço esquerdo, acompanhada de sudorese, náusea e
palidez cutânea. Casos de dor atípica podem ser mais difíceis de caracterizar.
Em geral se diz que a dor do infarto pode se alojar em qualquer local entre o
lábio inferior e a cicatriz umbilical.
Outros sintomas podem
ocorrer com o paciente de infarto como: vômitos, suor frio, fraqueza Intensa,
palpitações, falta de ar, sensação de ansiedade, fadiga, sonolência, desmaio,
tontura ou vertigem. Nem todas as pessoas que têm um infarto sofrem os mesmos
sintomas ou os mesmos danos ao coração. Muitos infartos não são graves nem
dramáticos, podendo não apresentar sintomas ou sinais pouco específicos, como
dor no queixo.


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