sábado, 7 de setembro de 2019

ESPIRITUALIDADE PODE SER MAIS UM RECURSO NO TRATAMENTO DA FIBROMIALGIA...


FONTE: Priscila Carvalho,, em Fortaleza*, https://www.uol.com.br

Dores pelo corpo, fadiga e sono ruim. Esses são alguns dos sintomas prevalentes em pessoas que sofrem com a fibromialgia, síndrome caracterizada por dores musculares. Para tratar o problema, os médicos recomendam o uso de medicamentos, exercícios e, agora, a espiritualidade também pode ser uma alternativa para complementar o tratamento da doença.


"A fibromialgia tem uma peculiaridade. É um tipo de doença que o indivíduo tem uma perturbação da função mental muito grande, por isso só medicamentos não resolve o desconforto", disse Tatiana Tourinho, professora de reumatologista da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre, na sexta-feira (06), durante o Congresso de Reumatologia, em Fortaleza, Ceará.

A especialista usou como referência diversos estudos, que foram feitos ao longo de dez anos, e mostraram que espiritualidade pode ser uma terapia eficaz no tratamento contra a doença reumatológica. "Embora não seja um assunto novo, o tema ainda é pouco difundido na medicina e visto como tabu por alguns pacientes", explica Tourinho. Mas não confunda espiritualidade com religião. Segundo a especialista, os temas são bem diferentes.

Espiritualidade.
A ciência vê como uma relação do indivíduo com o divino, com o transcendente. É um estado emocional inerente ao ser humano, independentemente de religião ou filosofia.

Religião.
É um sistema, geralmente um grupo de dogmas, com crenças organizacionais e sistema religioso definido.

"O espiritual deve ser algo que dá prazer ao indivíduo. Isso pode ser por meio de música, mindfulness, positividade, oração. É sempre pensado no bem-estar e saúde mental de cada paciente", explica.

O que é fibromialgia.
É uma síndrome que está ligada a dores musculares, acompanhada por sintomas como cefaleia, alterações intestinais, entre outros.

Seu tratamento é multidisciplinar e inclui intervenções medicamentosas (com analgésicos e, eventualmente, antidepressivos específicos que auxiliam no controle da dor), exercícios físicos (principalmente aeróbicos e alongamento) e acompanhamento psicológico.

* A repórter viajou a convite da AbbVie indústria farmacêutica.

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