O que você mais
valoriza numa pessoa, quando pensa num relacionamento de longo prazo com ela?
Segundo uma pesquisa com 2.700 estudantes universitários de diferentes países,
o principal atributo buscado é gentileza.
O experimento foi feito
da seguinte forma: cada participante tinha um orçamento fixo e podia usar seu
dinheiro para “comprar” determinadas características em um parceiro ideal.
Dessa forma, os pesquisadores puderam perceber o que homens e mulheres
valorizam mais quando pensam em casar ou morar junto.
Foram convidados
estudantes de países do Oriente, como Cingapura, Malásia e Hong Kong, bem como
do Ocidente, como Reino Unido, Noruega e Austrália. O objetivo era identificar
diferenças entre os sexos e também entre culturas.
Ao todo, 25% do
orçamento dos homens e 24% do valor investido por mulheres foram destinados a
gentileza, e a prioridade não variou muito entre orientais e ocidentais.
Em segundo lugar ficou
a beleza física, um atributo considerado mais importante para os homens – eles
investiram 23% do total nisso, enquanto elas gastaram apenas 17%.
Em terceiro lugar no
ranking aparece as perspectivas financeiras do parceiro, mais valorizadas pelas
mulheres (18%) que pelos homens (12%).
Os autores comentam que
a importância conferida pelos homens às características físicas e a preocupação
das mulheres com estabilidade financeira foram tendências igualmente
encontradas no Ocidente e no Oriente, e que por isso podem ser consideradas
universais.
O humor também foi algo
valorizado por boa parte dos entrevistados de ambas as culturas: 15% dos homens
e 14% das mulheres apostaram nessa qualidade.
Outras quatro
características ficaram com menos de 10% do orçamento investido. São elas, em
ordem de importância: desejo de ter filhos, criatividade, religiosidade e
castidade (acredite: 6% do orçamento dos homens e 5% do dinheiro das mulheres
foram investidos nesse último atributo).
Os pesquisadores também
identificaram uma diferença cultural na questão sobre a vontade de procriar do
parceiro (a) – a característica foi mais valorizada por mulheres ocidentais.
Para eles, isso pode ter relação com o fato de a contracepção ser mais
difundida no Ocidente.
O trabalho foi feito
por pesquisadores da Universidade de Swansea, no Reino Unido, e publicado no
Journal of Personality.


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