A ideia de as pessoas
estão desesperadamente procurando por compromisso foi alterada.
Aquele pensamento comum
de que as mulheres estão à procura de um relacionamento sério não faz parte do
cotidiano de muitas delas. Trata-se de um equívoco. É o que diz a psicóloga
Yris Monalizza de Souza, consultora de relacionamentos do site
Amor&Classe. Segundo a especialista, a ideia de as
pessoas estão desesperadamente procurando por compromisso foi alterada,
mediante as mudanças comportamentais e o novo papel assumido pelas mulheres na
sociedade atual.
"Há muitas razões
pelas quais elas não querem mais encerrar suas vidas com a primeira pessoa que
mostra sinais de interesse nelas”, afirma Yris. Uma delas é que as prioridades
mudaram. “Antes era cuidar da família, dos filhos. Hoje as preocupações
são outras: formação profissional, intelectual e a contribuição que se pode dar
à sociedade", afirma a psicóloga.
Esse novo
posicionamento leva muitas mulheres a preferirem os relacionamentos casuais,
sem razão para se preocupar com o parceiro ou dar satisfação de sua vida, seus
projetos, suas vontades e desejos.
"As razões são tão
variadas quanto são as próprias mulheres", reforça a sexóloga Carla
Cecarello, consultora do site C-date. Segundo a sexóloga,
desde quando priorizaram outros objetivos, como o trabalho ou o autocuidado, as
mulheres deixaram os relacionamentos para um segundo plano. "Elas não
querem ninguém grudado nelas, cobrando pelos compromissos de um namoro sério,
só porque foram para a cama", diz Carla.
A mudança no
comportamento e o aprendizado sobre relacionamento levaram tempo. Primeiro, as
relações sexuais sempre foram um tabu para as mulheres, principalmente quando o
assunto era experimentar. A mulher era taxada (pela sociedade) como vulgar,
diferentemente dos homens que sempre mantiveram várias parceiras e eram
tratados como poderosos e fortes.
Segundo, as famílias
mais conservadoras sempre preparavam as mulheres para o papel de boa esposa,
boa mãe e boa dona de casa. "Os tempos mudaram, as informações chegam mais
rapidamente às pessoas. A sociedade avançou, assim como os comportamentos",
destaca a psicóloga de relacionamentos, Yris de Souza, do Amor&Classe.
Na questão das relações
íntimas, por exemplo, as mulheres perceberam que ambos querem o mesmo: prazer.
É injusto apenas uma parte (os homens) ter seus desejos e vontades satisfeitos na
cama. Por essa razão, e pelas mudanças comportamentais da sociedade, elas
passaram a exigir e a tomar iniciativas para que o sexo fosse bom para
ambos.
"Isso assustou um
pouco os homens, o que justifica muitos deles terem uma postura mais romântica
ou estarem à procura de mulheres que queiram compromisso sério", observa a
sexóloga do C-date, Carla Cecarello.
Atualmente, as mulheres
não querem ou não estão prontas para uma parceria de longo prazo. Algumas são
DTF, sigla em inglês para "Down to fuck", ou prontas para fazer sexo
sem que isso seja prioridade ou que estejam procurando especificamente por
isso. Essas pessoas também não consideram o romantismo algo brega, mas seus
objetivos - quando estão, por exemplo, em uma balada - não é a de encontrar um namorado,
um marido, um amante.
As possibilidades estão
abertas para isso, mas não é a prioridade. É muito provável que se fizerem
sexo, não queiram que o parceiro ligue no dia seguinte para saber se foi bom,
agradável e quer repetir a dose.
“Normalmente, o
encontro casual ficará na lembrança de ambos, mesmo que tenha sido uma relação
alucinante ou qualquer outro adjetivo", afirma Carla Cecarello. E este
tipo de relação é cada vez mais comum e tem sido aprimorada com as novas
tecnologias (sites e aplicativos) de encontros e relacionamentos.
Por outro lado, pessoas
que passaram pela experiência do coração partido ainda acreditam que vale a
pena recomeçar. "O romantismo existe porque é característico dos seres
humanos", destaca a psicóloga Yris de Souza. De acordo com a especialista
em relacionamentos, as facilidades oferecidas pela tecnologia para o sexo entre
pessoas que não querem compromisso de um lado também são oferecidas para
aqueles que querem encontrar alguém para conviver.
"Se de um lado
existem aqueles que preferem encontros sem compromisso, o romantismo ainda é a
chave para um compromisso sério para outros", complementa a psicóloga.
Em ambos os casos,
tanto para o sexo como para o romantismo, as especialistas destacam a
importância de serem observadas as regras de segurança expostas nos sites para
contatos e relacionamentos que começam em plataformas digitais.
No caso de encontros
que podem terminar em sexo ou em futuros namoros, é importante que os usuários
jamais marquem encontros em locais desconhecidos. O primeiro contato deve ser
sempre em ambientes públicos. Uma pessoa de confiança deve ser informada sobre
onde e com quem será o encontro, assim como receber detalhes de mudanças de
planos ou roteiros.
No caso do sexo casual,
a proteção individual e pessoal é uma questão de saúde, como o uso de
preservativos e toda precaução antes e durante a prática.


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