O boxeador americano
Patrick Day morreu na quarta-feira (16) depois de sofrer uma grave lesão
cerebral durante a luta que perdeu por nocaute para seu compatriota Charles
Conwell no sábado em Chicago, disse o promotor Lou DiBella em um comunicado.
"Em nome da
família de Patrick, a equipe e as pessoas mais próximas dele, estamos
agradecidos pelas orações, manifestações de apoio e de amor por Pat que foram
tão evidentes desde sua lesão", declarou DiBella.
Day, de 27 anos de
idade, havia passado por uma cirurgia cerebral de emergência no sábado à noite
depois de ser nocauteado por Conwell em uma luta de peso super meio-médio na
Winstrust Arena.
O pugilista estava
inconsciente quando abandonou o ringue na maca e foi levado em uma ambulância,
onde sofreu uma convulsão e precisou de um tubo de respiração quando chegou ao
hospital.
Conwell, atleta que
disputou os Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro em 2016, dominava a luta, e
derrubou Day no quarto e no oitavo assalto. Depois, no décimo, desferiu um
violento soco de direita seguido de um potente gancho de esquerda, fazendo com
que Day caísse e batesse com a cabeça no piso do ringue.
O árbitro Celestino
Ruiz suspendeu a luta após um minuto e 46 segundos de assalto. Day permaneceu
no chão durante vários minutos e recebeu atendimento médico antes de ser
transferido para o hospital.
O lutador vinha de uma
derrota em junho para Carlos Adames em Nova York. Day deixa um retrospecto de
17 vitórias, quatro derrotas e um empate, desde que estreou como profissional
em 2013.
O combate era parte do
'card' da defesa do título mundial da categoria meio-pesado da Associação
Mundial de Boxe (AMB) entre o russo Dmitry Bivol e o dominicano Lenin Castillo,
que acabou vencendo.
- Terceira morte do ano
-.
Em sua declaração desta
quarta-feira, Dibella disse que espera que a morte de Day faça com que as
autoridades americanas adotem normas de segurança mais rígidas no boxe.
"É muito difícil
explicar ou justificar os perigos do boxe em um momento como este", disse
Dibella.
"Este não é um
momento apropriado para decretos ou pronunciamentos, ou em que as respostas
estejam facilmente disponíveis. Mas é um momento para um apelo à ação",
disse ele.
"Embora não
tenhamos as respostas, certamente conhecemos muitas das perguntas, temos os
meios para respondê-las, e temos a oportunidade de responder de forma
responsável e consequentemente tornar o boxe mais seguro para todos os que o
praticam", concluiu o promotor.
Day é o terceiro
boxeador em atividade a morrer este ano segundo uma balanço da AFP.
O argentino Hugo
Santillán morreu em julho após uma luta em San Nicolás, ao norte de Buenos
Aires. A morte de Santillán ocorreu apenas dois dias depois do falecimento do
russo Maxim Dadashev devido a lesões cerebrais sofridas em uma luta em
Maryland.


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