A solidão está
relacionada ao fato de não ouvirmos pessoas que estão no nosso cotidiano.
Você costuma ouvir as
pessoas mais próximas? Se sim, saiba que você é um dos poucos que fazem isso.
Pesquisas comprovam que as pessoas costumam não escutar o que recomendam amigos
e familiares.
Um dos estudos, feitos
por pesquisadores da Universidade de Harvard e que contou com a participação de
duas mil pessoas, descobriu que os indivíduos tendem a contar seus principais
problemas para pessoas com quem mantém relações menos próximas ou até
desconhecidos. Em muitos casos, os participantes afirmaram que agem deste modo
por medo de serem julgadas e de o problema tomar uma proporção exagerada.
“Não considerar o que
pessoas próximas nos dizem pode estar relacionado com percepções e julgamentos
sobre a motivação daquela pessoa em tomar uma ou outra posição”, afirma a
coordenadora do Serviço de Psicologia do Hospital Israelita Albert Einstein,
Ana Lucia Martins. Uma das razões que podem explicar o desinteresse é o fato de
as pessoas acharem que sabem o que o outro vai falar e, por isso, preferem se
calar. Outros fatores são o receio da resposta e saber o que a pessoa faria no
seu lugar.
O papel da solidão.
Problema frequente na
sociedade, a solidão está intrinsecamente relacionada ao fato de não ouvirmos
pessoas que estão no nosso dia a dia. Ao ficarmos afastados, criamos um
bloqueio contra qualquer ajuda ou opinião, independentemente do grau de
familiaridade da pessoa.
Uma pesquisa feita por
uma empresa de seguros de saúde americana, que contou com a participação de 20
mil voluntários, apontou que aproximadamente metade dos participantes já se
sentiu ou se sente sozinha. Ou seja, quase 10 mil pessoas não tiveram um
momento de interação afetiva verdadeira com alguém.
Outro dado alarmante é
que 20% dos participantes nunca se sentiram próximos de alguém ou acreditam que
não existe ninguém com quem possam conversar. “Para muitas pessoas é mais fácil
se isolar, já que elas se sentem mais seguras”, afirma a psicóloga Karen
Priscila Szupszynski da Sociedade Brasileira de Psicologia.
É preciso ficar atento
à intensidade do isolamento. Como demonstram as evidências, em geral as pessoas
preferem não se expor aos mais próximos.
Mas ficar cada vez mais
longe de seus grupos sociais mais íntimos pode também ser sintoma de doenças
como depressão e ansiedade social. Nestes casos, o importante é procurar ajuda
médica rapidamente.


Nenhum comentário:
Postar um comentário