Italiano cumpre pena de
prisão perpétua por quatro homicídios.
O italiano Cesare
Battisti, que cumpre pena de prisão perpétua em uma penitenciária da
Sardenha por quatro homicídios cometidos na década de 1970, reclamou da
qualidade da comida servida no cárcere.
A notícia foi
antecipada pelo jornal local Unione Sarda e confirmada à ANSA pelo advogado
Gianfranco Sollai, que defende o ex-terrorista.
"A comida
influencia o nosso estado de saúde, que é um princípio garantido
constitucionalmente. Meu cliente se encontra em estado de isolamento e pode
comer apenas alimentos dados pela administração, enquanto os outros detentos
podem cozinhar a comida levada por parentes ou comprada", disse.
Battisti pediu ao
Tribunal de Vigilância de Cagliari, capital da Sardenha, acesso a mais
alimentos de melhor qualidade na cadeia. "Também solicitamos análises e
exames para verificar seu estado de saúde", acrescentou Sollai.
Recentemente, Battisti
também pedira progressão para o regime domiciliar devido à pandemia do novo
coronavírus, alegando ter hepatite B e infecção pulmonar, mas a solicitação foi
rejeitada pelo Tribunal de Vigilância Penal de Cagliari.
Extraditado pela
Bolívia em janeiro de 2019, o italiano de 65 anos cumpre prisão perpétua na
penitenciária de Oristano, em regime de isolamento. Ele pertencia ao grupo
terrorista Proletários Armados pelo Comunismo (PAC) e foi condenado por quatro
assassinatos cometidos na década de 1970.
Após ter passado quase
40 anos foragido e alegando inocência, Battisti admitiu, em março de 2019, ter
sido o autor material de dois homicídios e seu envolvimento nos outros dois.
Ele transcorreu boa parte de seu período de fuga no Brasil e tem um filho
nascido no país.


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