FONTE: TRIBUNA DA BAHIA.
Em 2014 foram 1.791 ocorrências,
um aumento de 5% em relação ao ano anterior.
Com
base nos últimos dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF), a Bahia lidera o
ranking de acidentes com motocicletas e motonetas nas rodovias federais. Em
2014 foram 1.791 ocorrências, um aumento de 5% em relação ao ano
anterior.
De acordo com o médico ortopedista, Adalberto Visco, essas
vítimas são, em geral, politraumatizadas, ou seja, com múltiplos traumatismos,
mais comuns em pernas, antebraços e punhos. “Quando não há comprometimento
neurológico, a recuperação total pode chegar a um ano de duração”, complementa,
destacando ainda que a maioria desses acidentes envolve tratamento cirúrgico.
O médico ortopedista do Hospital da Bahia, especialista em coluna, Marcos Lopes, destaca ainda que, mesmo após acidentes sem fraturas nessa região do corpo, a mesma poderá desenvolver instabilidades em algum momento da vida, sobretudo pelas lesões em ligamentos. É o caso, por exemplo, das Hérnias de Disco Pós Traumáticas, na qual parte do disco intervertebral sai de uma posição normal até comprimir raízes nervosas.
“O não uso do capacete agrava as lesões ocorridas nos
acidentes com motocicletas. O mesmo tem a função principal de proteger o crânio
do impacto direto e, secundariamente, a de zelar pela coluna cervical”, explica
o médico. Ele ainda alerta para outras medidas que contribuem para reduzir os
números de acidentes com motos, como direção defensiva, o ato de sinalizar
sempre que for mudar de direção e não exceder o limite de velocidade da via.
Contabilizando apenas o Sistema de Informações Hospitalares
do SUS (SIH/SUS), do Ministério da Saúde, em 2008 foram 1.830 motociclistas na
Bahia internados por traumas decorrentes de acidentes no trânsito, passando
para 4.489 em 2012.
Nenhum comentário:
Postar um comentário