Receber
um abraço de alguém
querido nos causa uma sensação deliciosa de reconforto e aconchego, não é?
Parece que, depois desse carinho, tudo passa! A boa notícia é que essa não é
apenas uma sensação, e sim uma verdade comprovada pela ciência.
Uma
pesquisa publicada na revista especializada Psychological Science constatou que
o abraço previne doenças associadas ao estresse e, inclusive,
aumenta a proteção contra infecções.
Já
se suspeitava que o abraço tivesse poder de aliviar
tensões. Mas, sua ‘ação’ contra doenças é uma surpresa, já que estudos
anteriores argumentavam que eles poderiam ter o efeito contrário, causando mais
doenças entre as pessoas devido ao contato interpessoal.
Abraço
preventivo.
Um
time de pesquisadores da Universidade Carnegie-Mellon (EUA) testou os efeitos
do abraço enquanto ‘suporte social’. Eles analisaram 404 adultos considerados
saudáveis e verificaram a frequência de contatos com outras pessoas e a
quantidade de abraços que elas davam por dia.
Depois
disso, os participantes foram expostos a um vírus de resfriado comum e
monitorados em quarentena. Nesse período, os pesquisadores avaliaram a infecção
e como os sinais da doença afetavam cada um deles.
Os
resultados mostraram que o ‘suporte social’ - ou seja, o abraço – reduziu o
risco de infecção que se associa quando se experimenta conflitos sociais, por
exemplo. “O efeito protetor dos abraços pode ser atribuído ao contato físico e
ser um indicador comportamental de apoio e intimidade”, disse Sheldon Cohen,
líder da pesquisa.
Um
terço dos participantes não teve sintomas da gripe justamente por ter recebido
mais abraços de pessoas
de confiança. Por conta disso, Cohen entende que o efeito do abraço
“pode ser um meio eficaz de reduzir os efeitos nocivos do estresse".
Alívio do estresse.
Além
de causar irritação, o estresse diminui a imunidade do nosso corpo. Quando o estresse é além da conta, estamos propensos às doenças cardiovasculares, infecciosas,
agravamento da diabetes, hipertensão, mau humor, entre outras disfunções
físicas e psicológicas.
"De
qualquer maneira, aqueles que ganham mais abraços estão, de alguma maneira,
mais protegidos de infecções", conclui Cohen. Motivo mais que apropriado
para distribuir abraços em quem se gosta.



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