Resumo
da notícia.
Estudo descobriu a área
do cérebro em que é realizado o raciocínio contrafactual, ou seja, aquele que
consideração opções ainda não disponíveis.
No estudo, feito em
macacos, eles também descobriram que o uso de ultrassom nessa região consegue
influenciar esse raciocínio.
Isso impactou
diretamente nas tomadas de decisão dos macacos e pode ser usado em humanos para
ajudar na saúde mental.
Cientistas da
Universidade De Plymouth, no Reino Unido, descobriram que estimular o cérebro
com ultrassom pode influenciar decisões. Durante o trabalho, eles descobriram
que uma área do cérebro chamada córtex cingulado anterior controla um tipo
raciocínio conhecido como contrafactual.
Não sabe o que é isso?
Nada mais é do que a habilidade de pensarmos levando em conta situações ou
eventos que não estão disponíveis agora, mas poderiam estar no futuro. Por
exemplo: você está trabalhando dentro de um escritório em um dia ensolarado e
pensa que poderia estar do lado de fora curtindo um sol.
Publicado no periódico Nature,
o estudo é o primeiro a mostrar como o pensamento contrafactual pode
influenciar nesta região do cérebro.
Como
o estudo foi feito.
Os cientistas atacaram
o córtex de macacos utilizando ultrassom não invasivo e de baixa intensidade.
Os macacos eram
expostos a uma série de opções e aprenderam rapidamente quais destas preferiam,
mas quando se tratava de exercitar a escolha, ela nem sempre estava disponível.
Feito isso, a equipe
investigou como os macacos mantiveram representações das escolhas
contrafactuais.
Ao usar imagens de
ressonância magnética dos cérebros dos animais, eles verificaram que a
atividade no córtex refletia se as representações de valores internos seriam
traduzidas em mudanças reais de comportamento.
Além disso, estimular o
cérebro com ultrassom permitiu que interromper o pensamento confactual nos
macacos.
Técnica
é visada para tratamento de saúde mental.
Elsa Fouragnan, uma das
principais autoras do estudo, acredita que a pesquisa pode ajudar milhares de
pacientes que sofrem com problemas de saúde mental, estimulando tecidos
cerebrais com precisão milimétrica.
Segundo ela, algumas
técnicas de estimulação cerebral já estão ajudando pessoas com doença de
Parkinson e depressão, mas por não serem
cirúrgicas, os métodos não têm o nível de precisão alcançado neste estudo,
acrescenta. "Ainda são estágios iniciais, e o próximo passo é que novos
testes sejam conduzidos em humanos, mas o potencial é muito excitante",
concluiu.

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