Pode paracer estranho,
mas o nome vem da idade média. É isso mesmo! Antigamente alguns médicos achavam
que a uma mancha que surge na face de algumas pessoas com a doença teria um
aspecto parecido com a que está presente no rosto de alguns tipos de lobo, daí
veio o nome popular - Lúpus, que significa lobo "Lúpus Eritematoso
Sistêmico (LES)".
É uma doença inflamatória
autoimune, mais frequente nas mulheres do que nos homens, provocada por um
desequilíbrio do sistema imunológico. "O seu próprio corpo criaria uma
autoagressão. Você produz anticorpos, que são feitos para te defender contra
microrganismos externos, como vírus, bactérias, e quando esse anticorpo se
volta contra seu próprio corpo, pode causar diversas manifestações e que no
caso a doença que mais representa isso seria o Lúpus", explicou Ana Luisa
Calich, médica reumatologista da Sociedade Brasileira de Reumatologia ao site
Drauzio Varella.
A causa do LES ainda é
desconhecida, mas sabe-se que fatores genéticos, hormonais e ambientais podem
resultar no desencadeamento da doença. As características clínicas variam de um
indivíduo para outro, e a evolução costuma ser crônica, com períodos mais
acentuados e outros de remissão.
Apesar das
características clínicas variam de um indivíduo para outro, e a evolução
costuma ser crônica, com períodos mais acentuados e outros de remissão, a
médica destaca que existe pacientes com sintomas leves até quadros mais graves.
"Essa variação é muito importante do paciente saber, porque muitas vezes
ele recebe o diagnóstico, vai ler na internet e vai ler o pior caso, por isso,
é importante as pessoas saberem essa variação", disse Ana.
No caso de Igor
Monteiro, 32, diagnosticado com lúpus aos 17 anos, a manifestação foi branda e
sem dores. "Eu comecei a urinar com sangue e laranja, fiquei inchado e
isso durou uma semana até eu contar para minha mãe que é medica. Fui fazer
exames específicos e fiz uma biópsia renal, até que veio o diagnóstico de
lúpus, que no meu caso atacou os rins", relembra.
Os sintomas do lúpus
podem surgir de repente ou se desenvolver lentamente. Entre os sinais estão dor
nas articulações, rigidez muscular, inchaços, sensibilidade à luz do sol,
irritação cutânea (vermelhidão na face em forma de "borboleta" sobre
as bochechas e a ponta do nariz), que afeta cerca de metade das pessoas com
lúpus. A irritação cutânea piora com a luz do sol e também pode ser generalizado.
"Eu tive de mudar
meus hábitos, usei um bom tempo medicamentos de alto custo pelo Sistema único
de Saúde (SUS), usava protetor solar todos os dias e usava a camisa de manga
comprida tempo inteiro por conta do sol", disse Igor que há seis anos a doença
não se manifesta.
Também estão entre os
sintomas fadiga, febre, dificuldade para respirar, dor no peito ao inspirar
profundamente, dor de cabeça, confusão mental e perda de memória, linfonodos
aumentados, queda de cabelo, feridas na boca, desconforto geral, ansiedade e
mal-estar.
Importância
do diagnóstico.
De acordo com a
Coordenação Geral de Média e Alta Complexidade - CGMAC/DAET/SAS, do Ministério
da Saúde, para o diagnóstico de LES é fundamental a realização de anamnese,
entrevista realizada por um profissional de saúde com o paciente, exame físico
completo e alguns exames laboratoriais que podem auxiliar na detecção de
alterações clínicas da doença.
O tratamento do LES
depende da manifestação apresentada por cada um dos pacientes, portanto, deve ser
individualizado. Seu objetivo é o controle da atividade da doença, a
minimização dos efeitos colaterais dos medicamentos e uma boa qualidade de vida
aos seus portadores. O paciente é atendido nas Unidades Básicas de Saúde e,
quando necessário, encaminhado ao médico especialista.
O tratamento é
individualizado, dependendo das manifestações da doença, e pode ser
medicamentoso ou não-medicamentoso, como proteção contra a radiação solar, não
fumar e atividades físicas.


Nenhum comentário:
Postar um comentário