A função das cócegas
ainda é uma incógnita para a ciência, mas algumas teorias podem explicar essa
risada provocada pelo toque. A principal delas é que as cócegas são uma reação
do organismo a uma situação de perigo. Sabe quando uma formiga caminha sobre o
seu braço e você sente aquela leve cócega? São as terminações nervosas da pele
enviando sinais ao seu cérebro para que você reaja antes de sofrer algum ataque
de um inseto venenoso.
As regiões do pescoço,
das costelas, axilas e pés seriam as mais frágeis em uma disputa. É por esse
motivo que, segundo alguns estudos, elas são as mais sensíveis e, portanto,
onde comumente sentimos cócegas. Neste caso, o corpo estaria se protegendo de
um ataque em suas áreas mais frágeis, por meio de reflexos.
Funciona assim: quando
os sinais dos receptores de sensibilidade da pele chegam ao cérebro, o córtex
pós-central (que é da sensibilidade) é estimulado, assim como o motor, que
provoca o movimento brusco --por isso normalmente chutamos ou damos um soco
'sem querer' em quem nos faz cócegas. Próximo a esse córtex motor também existe
uma região do cérebro relacionada à emoção e ao prazer, por isso a risada.
Além disso, a contração
muscular espontânea também afeta o diafragma, que ao ter contrações rítmicas,
com inspirações profundas e rápidas, provoca gargalhadas.
E se você está se
perguntando por que não consegue fazer cócegas em si mesmo, a explicação é
simples. Ao invés de os receptores da pele levarem a informação ao seu cérebro,
nesse caso o cérebro age primeiro, avisando que você receberá cócegas. O
reflexo, então, involuntário, não ocorre, pois você já está consciente de que
receberá as cócegas. Isso explicaria inclusive uma teoria um tanto quanto
bizarra de que esquizofrênicos conseguem fazer cócegas em si mesmos, já que a
condição causa uma dissociação da consciência.
*** Fontes: Sandro Luiz de
Andrade Matas, neurologista da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo;
Leandro Gama, neurologista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz.


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