Em relação às
estatísticas referentes a feminicídios, o perfil racial das vítimas mostra que
as mulheres negras são as mais vulneráveis.
A 13ª edição do Anuário
da Violência, divulgada nesta terça (10), traz dados alarmantes sobre o racismo
estrutural engendrado no Estado. De acordo com o documento do Fórum Brasileiro
de Segurança Pública, 75,4% das vítimas fatais da polícia brasileira foram
pessoas negras.
“Ao comparar a
distribuição destas mortes à distribuição demográfica destes segmentos
populacionais, é possível evidenciar a seletividade da letalidade policial em
relação a determinados grupos”, explicaram os pesquisadores. “A violência
letal, e não apenas a letalidade produzida pelas polícias, é historicamente
marcada pela prevalência de negros entre as vítimas”, asseguram.
Feminicídios e estupros.
Em relação às
estatísticas referentes a feminicídios, o perfil racial das vítimas mostra que
as mulheres negras são as mais vulneráveis. Enquanto as mulheres negras
representam 61% das vítimas, as brancas ficam com 38,5%, depois as indígenas,
0,3%, e as amarelas, 0,2%.
O Fórum ainda faz uma
ressalva: o número de morte entre as negras pode ser maior, já que o Estado da
Bahia não enviou os dados necessários. A região concentra o maior percentual da
população negra no país.
Em relação ao recorte
racial das vítimas de estupro, as mulheres negras correspondem a 50,9% das
vítimas e as brancas 48,5%.

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