Na nova versão da CPMF
que pretende criar, o governo de Jair Bolsonaro avalia cobrar imposto de 0,4%
sobre saques e depósitos em dinheiro. No caso de pagamentos com cartão de
crédito e débito, a alíquota será de 0,2% em cada lado da operação (pagador e
recebedor), de forma a também totalizar 0,4%.
Reveladas pela Folha
de S.Paulo, as alíquotas constam de uma apresentação feita pelo secretário
especial adjunto da Receita Federal, Marcelo de Sousa Silva, no Fórum Nacional
Tributário, em Brasília. Ele ocupa o segundo posto mais alto da Receita, abaixo
apenas do secretário especial, Marcos Cintra, que é entusiasta da CPMF.
Em entrevista publicada
na segunda-feira (9) pelo Valor, o ministro da Economia, Paulo
Guedes, também defendeu a recriação da CPMF, que ele chamou de Imposto sobre
Transações Financeiras (ITF). Na conversa, Guedes afirmou que o tributo é
“feio” e “chato”, mas tem alto potencial de arrecadação.
Segundo Silva, a
cobrança vai substituir a contribuição previdenciária paga pelo empresário e
também o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).


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