Em situações comuns,
uma leve mordida de cachorro apenas te levará a lavar a ferida
e usar um curativo até que ela cicatrize – o que costuma levar poucos dias para
acontecer. Contudo, o caso de uma mulher de Oklahoma (EUA) não foi nada
parecido com isso: ela teve as duas pernas e seis dedos da mão amputados após
levar uma pequena mordida de seu cão.
Tudo começou quando,
após o incidente com o pet, Kathy Roberts começou a ter sintomas parecidos com
os da gripe, como fadiga. Passado um mês, ela sentiu certa dificuldade em mover
a perna direita e procurou ajuda médica – onde foi diretamente levada à sala de
emergência com pressão baixa e uma frequência cardíaca muito alta.
De acordo com o
canal Oklahoma News 4, em poucos dias
seus membros começaram a ficar pretos. Foi então que Kathy recebeu seu
diagnóstico: uma infecção no sangue que havia se espalhado por todo o corpo e
que provavelmente havia sido contraída após aquela pequena mordida de cachorro.
Os médicos informaram
que, devido a extensos danos nos tecidos e músculos causados pela doença da
saliva do animal, eles seriam forçados a amputar suas duas pernas e alguns
dedos da mão.
Diagnóstico
da mordida de cachorro.
Segundo o Oklahoma News
4, os profissionais estavam com dificuldades em definir o diagnóstico de Kathy.
Por isso, pediram para que ela relembrasse tudo de diferente que lhe aconteceu
desde o início dos sintomas. Foi quando relatou um episódio ocorrido com seu pequeno
cão maltês de dois anos.
“Eu estava dando frango ao meu cachorrinho uma
noite e ele pegou o pedaço da minha mão. Eu não estava prestando atenção. Ele
fez apenas um pequeno arranhão na pele e não foi tão ruim. Por isso, eu nunca
pensei que poderia causar tudo isso”, relatou ao News 4. Em seguida, ela contou
que lavou o arranhão, aplicou uma pomada antibiótica e continuou suas tarefas
normalmente.
Levou apenas um mês
após a mordida para que seus dedos fossem amputados. Cerca de duas semanas
depois, os médicos tiveram que amputar suas duas pernas. “Eles me trataram como
se eu estivesse queimada. Eu tinha bolhas enormes e minhas pernas estavam
pretas”, disse ela. “Foi difícil, foi doloroso ter pernas um dia e não ter
pernas no dia seguinte. ‘[Mas] eu estava determinada a levantar, começar a
andar e perseguir meus netos, fazer as coisas que eu mais gosto”, completou.
Cerca de três meses
depois das cirurgias, Kathy foi preparada para receber próteses tanto para as
pernas quanto para os dedos. Quanto ao cachorro, ela tinha medo de que alguém o
sacrificasse, porém ele logo foi adotado por outra família, de acordo com o
News 4.
Qual
bactéria foi transmitida pela mordida de cachorro?
Segundo os
profissionais informaram ao News 4, trata-se de um patógeno bacteriano
conhecido como capnocytophaga canimorsus – encontrado encontrada na saliva de
cães e gatos saudáveis. Contudo, ele é tão raro que afeta menos de uma em um
milhão de pessoas.
Em contrapartida, em
2014, um estudo feito Japão
descobriu que o germe estava presente em 69% dos cães e 54% dos gatos. Ele pode
ser transmitido aos seres humanos através de mordidas e lambidas, que entram na
pele por feridas abertas.
A infecção geralmente
pode ser tratada com antibióticos por um período mínimo de três semanas. Neste
tempo, é possível haver efeitos colaterais sérios, como necessidade de
amputação de membros, ataques cardíacos e insuficiência renal. Logo, quanto
mais rápido for o diagnóstico, maior a chance de sobrevivência. Cerca de 30% de
todos os infectados morrem.


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