As 52 ararinhas-azuis
que estavam sendo mantidas em cativeiro na Alemanha têm, agora, como nova
residência: o município baiano de Curaçá, em uma área onde foram construídos
viveiros de dois mil metros quadrados, no meio da caatinga. A operação de
transporte dos animais contou com dois aviões fretados e escolta da Polícia
Rodoviária Federal (PRF).
As aves vão receber
acompanhamento de biólogos e veterinários e treinamentos de readaptação e a
intenção é reintroduzi-las na natureza. A primeira soltura da ararinha-azul
está prevista para 2021. Ao longo deste período, os animais passarão por
processo de adaptação e treinamento para viverem em vida livre.
A ararinha-azul é
originária da pequena região do interior de Juazeiro e Curaçá, no norte da
Bahia, onde o Governo Federal criou, em junho de 2018, duas unidades de
conservação: o Refúgio de Vida Silvestre da Ararinha-Azul (com 29,2 mil
hectares) e a Área de Proteção Ambiental da Ararinha-azul (com 90,6 mil
hectares), destinadas à reintrodução e proteção da espécie e conservação do
bioma da caatinga. As aves foram alvo de caçadores e do tráfico ilegal de aves,
o que causou o fim da espécie em ambiente natural. A espécie está extinta há
cerca de 20 anos.


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