Especialistas explicam
a importância da denúncia e quais medidas são necessárias para a proteção das
mulheres.
O assédio sexual é um
comportamento abusivo que constrange e amedronta mulheres. Muitos casos ocorrem
no ambiente de trabalho.
Uma estudante
entrevistada para esta reportagem, que preferiu não se identificar, foi vítima
de um caso. “Eu já sofri várias vezes assédio tanto no local de trabalho quanto
fora dele. Teve um que eu nunca vou esquecer”, contou.
O primeiro caso, em
2016, relatou, ocorreu em uma entrevista de emprego. “Ele (o empregador) falou
que queria marcar uma reunião comigo, um jantar. No decorrer do caminho eu
percebi que não era isso, e ele me levou para outro lugar”, disse a estudante.
“Ele tentou me agarrar dentro do carro dizendo que eu só ia conseguir o emprego
se ficasse com ele, ou seja, ele queria que eu dormisse com ele. Então quer
dizer que só pelo fato de ser mulher e aparecer uma proposta eu vou ter que me
deitar com uma pessoa para poder subir na vida? Não. É errado”, afirmou.
Para o advogado João
Paulo Bentes Martins, existem várias legislações que protegem as mulheres. A
primeira é a lei Maria da Penha, especifica para que elas não sofram com
agressões tanto psicológicas quanto físicas. As mulheres podem denunciar casos
de assédio na Delegacia da Mulher. “Em relação a outras leis, temos a
Consolidação das Leis Trabalhistas, que visa à proteção jurídica tanto pro
empregador quanto para o empregado. Se for mulher, existem dois tipos de
assédio na relação de trabalho: o assédio moral, que se encaixa na legislação
trabalhista, e o assédio sexual, que vai para o Código Penal”, explica.
Muitas mulheres optam
por não fazer a denúncia por medo de serem expostas ou sofrerem retaliações.
Segundo a psicóloga Amanda Almeida, as medidas psicológicas que podem ser
tomadas são as preventivas e reativas. “Os treinamentos de ética e
treinamentos jurídicos para assédio moral podem ser preventivos e como medidas
reativas, o afastamento de vítima e agressor e acompanhamento psicológico”,
explica.
Para a especialista, o
acompanhamento psicoterápico é de extrema importância. ”Outra forma é ter
suporte no ambiente de trabalho, saber mais e ler sobre, porque muitas mulheres
nem sabem que estão passando por assédio. Esclarecer isso é ter a segurança de
como agir caso passe por uma situação dessa novamente”, conclui.

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