Um estudo publicado
recentemente no “Journal of The American Medical Association” investigou como
as mudanças climáticas podem influenciar na gravidez. O resultado mostra que
mães expostas a altos índices de poluição ou temperaturas altas durante a
gestação podem ter um bebê com mais chances de nascer abaixo do peso ideal,
prematuros ou natimortos.
Pesquisadores
trabalharam com base em quase 60 estudos publicados entre 2007 e 2019 que
relacionavam os temas. Desses artigos, foram retiradas informações sobre a
poluição do ar no lugar onde a mãe viveu durante a gestação associadas ao
nascimento de bebês desnutridos ou que tiveram o parto anterior à data
prevista.
Cerca de 84% desses
estudos confirmaram que o ar poluído pode ocasionar efeitos negativos nas
gestações. Além disso, mulheres que vivem em locais onde as temperaturas
costumam ser mais altas se mostraram mais suscetíveis a um desses riscos. A
pesquisa também mostrou que mães negras e mulheres asmáticas estão entre os
grupos mais vulneráveis aos riscos da poluição e das mudanças climáticas.
Entre os estudos que
compõem a pesquisa está um que revela que há um aumento de 6% de chances do
bebê nascer morto a cada grau a mais (na escala Celsius) na temperatura que a
mãe se expuser na semana que antecede ao parto. Outro dado assustador é que se
expor a altos índices de poluição atmosférica no último trimestre da gravidez pode
aumentar essas mesmas chances em 42%.


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