FONTE: Gabriela Guimarães e Marina Oliveira, Colaboração para o UOL (http://estilo.uol.com.br).
O organismo sente quando algum hormônio deixa de
trabalhar direito. Essas substâncias químicas agem como verdadeiras
mensageiras, levando recados do cérebro aos órgãos. Quando não conseguem
cumprir essa tarefa, surgem sintomas que devem ser analisados por um
endocrinologista para se chegar a um diagnóstico preciso e ao tratamento mais
indicado. Veja alguns dos sinais mais comuns que refletem a bagunça hormonal no
nosso corpo.
Fontes consultadas: Alessandro Capatti,
endocrinologista especialista em Clínica Médica pela Unicamp; Alinne Inuy,
endocrinologista da Associação Nacional de Assistência ao Diabético; João
Aguiar, endocrinologista especializado em Medicina do Esporte e Marcio Mancini,
endocrinologista e chefe do Grupo de Obesidade e Síndrome Metabólica do
Hospital das Clínicas da USP.
·
Exaustão
constante.
Você acredita
estar dormindo o suficiente, mas, ainda assim, sente pouca disposição para
realizar as tarefas do dia a dia? A causa dessa sensação pode ser o excesso de
cortisol no organismo. Trata-se do hormônio do estresse, que aumenta o nível de
tensão muscular, deixa a respiração mais rápida e superficial, acelera o
coração e pode esfriar e fazer suar mãos e pés. Até o aparelho gástrico pode
ser afetado por ele: o excesso de cortisol muda o nível de acidez do estômago e
causa azia, má digestão, gastrite e, em casos mais graves, úlcera.
·
Baixa
libido.
A falta de vontade
de transar, no homem e na mulher, está relacionada aos hormônios testosterona e
estrógeno, respectivamente. Esses hormônios são responsáveis pela excitação
física, que prepara o corpo para iniciar a relação, permitindo que ocorra a
lubrificação vaginal e a ereção. Quando estão em baixa no organismo, há pouco
ou nenhum interesse por sexo. Nos homens, um dos sinais que podem indicar a
queda do hormônio é a ausência de ereção ao acordar.
·
Ansiedade,
irritabilidade e melancolia.
Alguns hormônios
têm relação direta com o equilíbrio emocional, os principais são o tireoidiano
e os sexuais: estrógeno e progesterona - no caso de mulheres - e testosterona -
no caso dos homens. Os especialistas explicam que os hormônios sexuais não se
limitam a regular funções reprodutivas, eles também exercem influência sobre o
sistema nervoso central, em conjunto com alguns neurotransmissores, como
serotonina e dopamina. Essas substâncias químicas influenciam a sensação de
bem-estar e prazer. Um desequilíbrio hormonal pode desencadear, portanto,
alterações importantes de humor.
·
Acne
na fase adulta.
É a testosterona a
responsável pela produção excessiva de sebo na pele. Com esse acúmulo de
gordura, a bactéria que desencadeia a acne acaba encontrando meio propício para
proliferar-se. A acne durante a adolescência é considerada algo comum, porque
há um aumento da produção do hormônio masculino que é típica da fase. Contudo,
quando a acne persiste ou até piora na idade adulta, é preciso investigar. Nos
mais velhos, é comum que a maior parte das acnes apareça na região do queixo e
da mandíbula.
·
Queda
de cabelo.
Todos os dias,
perdemos cerca de 100 fios de cabelo, sem nem perceber. No entanto, quando
esses fios começam a se acumular no ralo da pia, no chão do banheiro, na escova
ou no travesseiro, a queda deve ser interpretada como um sinal de alerta.
Mulheres também podem perceber um afinamento progressivo do volume do cabelo. E
um dos culpados por esse quadro pode ser o excesso de hormônios masculinos,
descompensados por problemas nas glândulas suprarrenal e hipófise.
·
Dificuldade
de concentração.
Esse sintoma é uma
das consequências do hipotireoidismo, quando há uma quantidade insuficiente de
hormônios tireoidianos circulando no organismo. Outros sinais também podem
aparecer, como cansaço, ganho de peso, tristeza e intolerância ao frio. Algumas
pessoas apresentam, ainda, pele seca, prisão de ventre, unhas e cabelos
quebradiços. O diagnóstico é confirmado por meio de exame laboratorial que mede
a dosagem do hormônio da tireoide no sangue.
·
Muita
sede e vontade de fazer xixi.
A falta ou a má
absorção de insulina - o hormônio produzido pelo pâncreas com a função de
quebrar as moléculas de glicose e transformá-las em energia para as células -
causa a diabetes. O principal sintoma do quadro é a desidratação por excesso de
idas ao banheiro. A diabetes do tipo 2 é a que mais se manifesta em adultos.

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