Objetivo é imunizar crianças
em cidades que não atingiram a meta.
Municípios que ainda
não atingiram a meta de vacinar 95% das crianças contra a poliomielite e o
sarampo devem abrir os postos de saúde no próximo sábado (1º). A orientação foi
divulgada ontem (29) pelo Ministério da Saúde. Cerca de 3,3 milhões de
poliomielite e o sarampo ainda não foram imunizadas contra as doenças.
A pasta alertou que a
organização da mobilização no fim de semana é de responsabilidade de cada
município e que, portanto, é necessário verificar com as secretarias municipais
quais postos estarão abertos. Até quarta-feira (28), 70% das crianças
brasileiras haviam sido vacinadas. Foram aplicadas, ao todo, mais de 15,7
milhões de doses das vacinas.
Até o momento, Amapá é
o único estado que já superou a meta de vacinação, atingindo 99,81% para pólio
e 99,43% para sarampo. As capitais Macapá e Porto Velho também superaram a
meta, atingindo 100,3% para pólio e 99,8% para sarampo e 98,3% para pólio e
98,3% para sarampo, respectivamente.
Entre os estados com
menor cobertura vacinal estão Rio de Janeiro, com 51,2% para pólio e 52,4% para
sarampo e Distrito Federal, que tem 54% para pólio e 53,7% para sarampo. Já
entre as capitais, as piores taxas de imunização estão em Boa Vista, com 38,4%
para pólio e 38,3% para sarampo e Salvador, com 38,8% pólio e 38,4% sarampo.
Campanha.
Este ano, a vacinação é
feita de forma indiscriminada, o que significa que mesmo as crianças que já
estão com esquema vacinal completo devem ser levadas aos postos de saúde para
receber mais um reforço.
No caso da pólio, as
crianças que não tomaram nenhuma dose ao longo da vida vão receber a vacina
injetável e as que já tomaram uma ou mais doses devem receber a oral. Para o
sarampo, todas as crianças com idade entre um ano e menores de 5 anos vão
receber uma dose da tríplice viral, desde que não tenham sido vacinadas nos
últimos 30 dias.
Casos de sarampo.
Até o dia 28 de agosto,
foram confirmados 1.553 casos de sarampo no Brasil, enquanto 6.975 permanecem
em investigação. O país enfrenta dois surtos da doença: no Amazonas, que já
computa 1.211 casos confirmados e 6.905 em investigação, e em Roraima, onde há
300 casos confirmados e 70 em investigação.
Casos isolados e
relacionados à importação foram identificados nos seguintes estados: São Paulo
(2); Rio de Janeiro (18); Rio Grande do Sul (16); Rondônia (2); Pernambuco (2);
e Pará (2).
Foram confirmadas ainda
sete mortes por sarampo, sendo quatro em Roraima (três em estrangeiros e uma em
brasileiro) e três no Amazonas (todos brasileiros, sendo dois óbitos em Manaus
e um no município de Autazes).
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