A gripe é uma doença
que pode levar a sérias complicações de saúde.
A influenza sazonal,
também conhecida como gripe, é uma doença que pode levar a sérias complicações
de saúde, que chegam a exigir hospitalização. A infecção pode até causar a
morte. Mas frequentemente as pessoas não reconhecem a gravidade do problema,
confundindo a doença com resfriados. A cada ano, na região das Américas, em
torno de 772 mil pessoas são internadas e de 41 mil a 72 mil morrem em
consequência da gripe.
A vacinação é a maneira
mais eficaz de prevenir complicações graves associadas à influenza. Devido às
constantes mudanças nos vírus que circulam entre a população humana, é
necessário atualizar anualmente a composição das vacinas — e por isso, todos
precisam se vacinar todos os anos contra a doença. Estima-se apenas metade das
pessoas em risco sejam imunizadas a cada ano nos países das Américas com dados
disponíveis.
Em um artigo publicado
no último boletim de vacinação da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS),
distribuído globalmente há 40 anos, especialistas do organismo internacional explicam
os mitos e verdades sobre a influenza sazonal e sobre a vacina para preveni-la.
Confira abaixo:
A gripe é como um
resfriado? MITO.
A gripe é caracterizada
por sintomas iniciais de febre alta, tosse, calafrios, dores musculares e nas
articulações, bem como dor de cabeça. Pode causar complicações graves que
exigem hospitalização e até causar a morte. Resfriados são causados por outros
vírus e costumam apresentar sintomas como corrimento nasal, irritação na
garganta e talvez um pouco de febre.
A gripe pode ser uma
doença fatal? VERDADE.
Certos grupos
populacionais correm mais riscos de complicações da gripe (mulheres grávidas,
crianças com menos de cinco anos, idosos e pessoas com condições crônicas, como
diabetes e doenças pulmonares e cardíacas). Crianças e jovens sem fatores de
risco também podem apresentar complicações.
Estudos mostram que
pacientes hospitalizados com gripe e que não foram vacinados têm de duas a
cinco vezes mais chances de morrer em decorrência da doença, na comparação com
os que foram previamente imunizados.
Os profissionais de
saúde estão em maior risco de infecção e transmissão, devido ao seu contato
constante com os pacientes. É por isso que a vacinação é crucial para esse
grupo.
A vacina pode causar
gripe? MITO.
As vacinas contra a
gripe têm sido usadas há décadas. Elas são seguras e não causam gripe. Nenhum
dos dois tipos de vacinas existentes – a injeção contendo o vírus inativados ou
a vacina de spray nasal feita de vírus vivos (atenuados) –
podem causar a doença. O corpo leva cerca de duas semanas para ser protegido e,
durante esse período, uma pessoa pode ser infectada por gripe ou outros vírus
respiratórios que podem causar sintomas semelhantes aos da doença, levando-a a
acreditar erroneamente que contraiu gripe por causa da vacina.
Os eventos adversos
relacionados à vacina são graves? MITO.
Como acontece com
qualquer vacina ou medicamento, há eventos adversos associados à vacinação
contra a gripe. No entanto, os efeitos colaterais mais comuns relacionados à
vacina são leves: principalmente dor e vermelhidão no local da injeção.
A vacina contra a gripe
não é eficaz? MITO.
A eficácia da vacina,
em termos da proteção que oferece, tende a ser moderada (cerca de 40%-60%) e
muda a cada ano. Depende da idade do indivíduo, da condição de saúde da pessoa
e de quão bem os vírus usados para as vacinas correspondem aos que estão
circulando.
A vacinação de mulheres
grávidas é essencial para proteger seus bebês, já que a vacina não é
recomendada para crianças com menos de seis meses de idade.
Na temporada de
2017-2018 nos Estados Unidos, estima-se que a vacina evitou 7 milhões de casos
de gripe, 109 mil hospitalizações e 8 mil mortes relacionadas à infecção. Além
disso, as evidências sugerem que, se uma pessoa for imunizada contra a gripe e
mesmo assim for infectada, a doença se manifestará de forma menos grave, com
menos chances de complicações, hospitalização e morte.


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