Um americano que afirma
ter sido expulso de um voo para que um cachorro pudesse viajar de primeira
classe está processando a companhia aérea American Airlines.
Dana Holcomb, de 53
anos, alega ter sido vítima de discriminação racial no incidente em um voo para
Austin em abril. O homem, que é negro, afirma ter comprado uma passagem de
primeira classe após ter comemorado seu aniversário em Las Vegas. Ele viajou
normalmente até Phoenix, onde fez uma conexão.
Ao entrar na aeronave,
Holcomb descobriu que viajaria ao lado de um mulher que estava com um cão de
apoio emocional. O problema é que o americano é alérgico a pelo de cachorro e,
em questão de minutos, começou a sofrer uma reação.
A mulher, então, pediu
para trocar de lugar com outros passageiros da primeira classe, mas ninguém se
ofereceu. Neste momento, tripulantes disseram para Holcomb ir para o fundo do
avião ou para sair da aeronave.
O americano contou que
o piloto se irritou com a situação. No meio da discussão, um passageiro chegou
a se oferecer para trocar de lugar, mas o comandante negou e chamou a segurança
para retirar Holcomb da aeronave.
O problema é que a
bagagem dele com seus medicamentos de uso diário ficou no avião, enquanto
Holcomb teve de passar a noite em Phoenix.
Em nota, a American
Airlines afirmou que Holcomb estava agressivo, o que o levou a ser retirado do
voo. No entanto, algumas testemunhas discordam da versão da companhia aérea.
Segundo o processo, dois
passageiros testemunham em favor de Holcomb. Um deles afirmou que ouviu o
piloto dizer que o americano poderia ser "perigoso", segundo a
revista Newsweek.
O advogado de Holcomb,
Reginald McKamie, afirmou ao canal de TV KXXV que seu cliente quer mudar as
políticas discriminatórias da American Airlines.
"O que a American
Airlines faz é discriminação. Eles repetidas vezes humilharam cidadão
afro-americanos os expulsando de voos, os deixando sem ter como ir para casa,
sem hotel, apenas os retirando das aeronaves", disse.

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