sexta-feira, 6 de março de 2020

MEDICAMENTOS DEVEM TER REAJUSTES DE 2% NO FINAL DESTE MÊS...


FONTE: Yuri Abreu,, Salvador, https://www.trbn.com.br/

A expectativa, de acordo com Sindicato do Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos do Estado da Bahia, é a de que o reajuste seja de 2%, observando o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, entre os meses de abril de 2019 a março deste ano.

           

Ao consumidor que está às voltas com os aumentos em vários setores da economia – combustíveis e transporte público são alguns deles – é melhor se preparar que vem mais um reajuste por aí. No dia 31 de março, o preço dos remédios também vai subir. A expectativa, de acordo com Sindicato do Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos do Estado da Bahia (Sincofarba), é a de que o reajuste seja de 2%, observando o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), entre os meses de abril de 2019 a março deste ano. Ano passado, a elevação foi de 4,33%.

O aumento, que acontece todos os anos, é permitido pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), órgão do governo federal que regula os medicamentos e os preços praticados dele no mercado. Fazem parte desse grupo membros da indústria e comércio farmacêuticos, além de componentes dos Ministérios do Planejamento, Fazenda e Saúde (este através da Anvisa).

Além do IPCA, a Câmara observa fatores como a produtividade das indústrias de medicamentos, custos não captados pela inflação, como o câmbio e tarifa de energia elétrica e a concorrência de mercado, conforme determina o cálculo aderido desde 2015. Para exercer o direito ao ajuste, as empresas fabricantes devem encaminhar as informações de vendas realizadas no segundo semestre do ano passado e informar qual percentual de ajuste pretendem aplicar, não podendo ultrapassar o máximo autorizado.

De acordo com Luiz Trindade, vice-presidente do sindicato, o aumento, assim como nos últimos dois anos, será linear, atingindo todos os tipos de medicação. “Antes, existia um critério que era baseado na participação do genérico no mercado. Quanto maior a participação de genéricos, maior seria o reajuste”, explicou. Já de acordo com o Ministério da Saúde, o percentual não é um aumento automático nos preços, mas uma definição de teto permitido de reajuste, com cada empresa podendo optar pela aplicação do índice total ou menor, a depender das estratégias comerciais. Contudo, Trindade ressalta que por se tratar de um livre mercado, em que depende muito da oferta da farmácia e da procura por parte do usuário, pode ser que nem todos os estabelecimentos repassem integralmente o reajuste ao consumidor. “Você tem um preço máximo, que não pode ser ultrapassado. Mas acredito que 99% das farmácias do Brasil não trabalham dessa forma, uma vez que a concorrência é grande demais e todos acabam trabalhando com desconto”, afirmou.

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