A partir deste ano,
todos os recém-nascidos devem ser submetidos ao exame de toxoplasmose congênita
ao mesmo tempo em que é realizado o Teste do Pezinho. Assim, a partir da
amostra de sangue coletada do recém-nascido para a realização do teste, também,
será feita a análise para a toxoplasmose transmitida da mãe para o bebê.
Estudos mostram que a
cada 10 mil nascimentos, entre 5 e 22 bebês possuem toxoplasmose. A medida foi
publicada, nesta quinta-feira, 5, no Diário Oficial da União (DOU). Os serviços
públicos de saúde de todo o país têm o prazo de 180 dias para ofertar a
novidade à população.
A toxoplasmose
congênita é uma doença infecciosa, transmitida da mãe para o filho durante a
gravidez. Sem tratamento, a infecção durante a gestação resulta em doença congênita
em cerca de 44% dos casos, ao passo que o tratamento apropriado reduz esse
risco para 29%. O diagnóstico precoce da doença melhora a qualidade de vida das
crianças, reduzindo os sintomas, a gravidade dos sinais, como problemas na
visão e na audição, dificuldades mentais e motoras, e o número de óbitos.
Para viabilizar a
iniciativa, o Ministério da Saúde criou um grupo de trabalho com áreas técnicas
que apoiarão os estados no processo de implementação das redes de cuidado da
Toxoplasmose Congênita dentro do prazo de 180 dias. Atualmente, a toxoplasmose
congênita só é detectada por exames quando a criança já apresenta sintomas da
doença. Devido ao risco para o bebê, uma adequada avaliação de pré-natal é
necessária para evitar danos futuros ao seu desenvolvimento.
O Sistema Único de
Saúde (SUS) tem infraestrutura para atender a criança infectada. O atendimento
está previsto desde a Atenção Primária até a Especializada. Nestes serviços há
equipes de saúde multidisciplinar preparadas para atender esses casos, no
âmbito das metas de redução da morbimortalidade e melhoria da qualidade de vida
das crianças.


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