Dificuldade para
respirar, dor no peito, tosse e respiração ofegante. Esses são alguns dos
sintomas da asma, doença que causa inflamação nas vias respiratórias e provoca
o seu estreitamento, o que leva pessoas das mais variadas faixas etárias a
terem dificuldade na hora de puxar o ar.
De acordo com a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT), trata-se de uma das doenças crônicas mais comuns, pois acomete cerca de 300 milhões de pessoas no mundo. No entanto, existe, além do tratamento convencional, outros métodos indicados para diminuir os efeitos da asma, como a natação.
De acordo com a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT), trata-se de uma das doenças crônicas mais comuns, pois acomete cerca de 300 milhões de pessoas no mundo. No entanto, existe, além do tratamento convencional, outros métodos indicados para diminuir os efeitos da asma, como a natação.
Natação é eficaz contra
a doença?
Sim. Isso porque é um
esporte completo, que trabalha tanto membros inferiores quanto superiores, além
de coordenação e respiração. Assim, todos podem e devem praticar, sem
limitações.
Outra vantagem é que
esse esporte também ensina o paciente a respirar melhor e de forma
sincronizada entre as braçadas, pois ele faz isso de forma pausada, o que
também impede a asma induzida pelo exercício.
A natação ainda
tonifica os músculos respiratórios, especialmente o diafragma, ajudando
bastante no controle da doença e aumenta a tolerância aos outros exercícios
físicos. Por ser praticada dentro da água, a perda deste elemento pelos
brônquios (fator desencadeante da asma induzida pelo exercício) é mínima.
E como escolher a
piscina?
O ideal é que a pessoa
nade em águas com uma temperatura agradável, em torno dos 30ºC. Quando já
estiver condicionada a ponto de poder fazer treinos mais intensos, é possível
treinar em águas com temperaturas em torno dos 28ºC.
Não existe nenhum
tratamento para água de piscina (ozônio, sal ou outros) que não utilize ao menos
um pouco de cloro. E este é um dos fatores irritantes que podem causar uma
crise de asma, já que o produto irrita os brônquios.
No entanto, é o próprio
paciente que percebe antes de qualquer pessoa se existe muito cloro no local,
pois o cheiro piora ainda mais quando a piscina é aquecida e está localizada em
ambiente fechado. Portanto, é melhor fugir de piscinas assim. E vale ressaltar
que o exercício não deve substituir o tratamento, ambos devem ser feitos em
conjunto. Praticar apenas natação, inclusive, pode colocar a saúde do
paciente em risco.
*** Fontes: Antonio
José de Pinho Júnior, alergologista e professor do curso de medicina da
Faculdade São Leopoldo Mandic, em São Paulo (SP); Paulo Paes Silvado,
Pneumologista do Hospital Santa Catarina, em São Paulo (SP); Luiz Felipe de
Souza Lima, professor da Academia Bio Ritmo, em São Paulo (SP).


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