FONTE: George Dvorsky, (gizmodo.uol.com.br).
A Food and Drug
Administration, órgão de controle de alimentos e produtos médicos nos EUA,
aprovou um marcapasso injetável que não usa fios que costumam causar
complicações em pacientes.
Com 2,5 centímetros de
largura, o Micra Transacatheter Pacing System da Medtronic
tem cerca de um décimo do tamanho dos marcapassos convencionais – sendo, assim,
o menor do mundo na categoria.
Ele é voltado para pessoas com
fibrilação atrial (um batimento cardíaco irregular ou rápido demais) e outras
arritmias perigosas. A FDA aprovou o dispositivo após testes clínicos da
Medtronic envolvendo 719 pacientes que tiveram o dispositivo implantado. Após
seis meses, cerca de 98% dos pacientes ficaram com batimentos cardíacos
adequados. Uma pequena parcela (7%) passou por algumas complicações, como
doenças cardíacas, deslocamento do dispositivo e coágulos de sangue.
Marcapassos convencionais, que
são cirurgicamente implantados, exigem fios que vão do marcapasso até um
implante localizado logo abaixo da clavícula. Esses fios passam através da veia
diretamente até o ventrículo direito do coração, levando impulsos elétricos
para tratar de batimentos cardíacos irregulares ou estagnados. O problema é que
esses fios nem sempre funcionam perfeitamente. Eles podem também causar
problemas quando infecções se desenvolvem no tecido ao redor deles, exigindo
procedimentos cirúrgicos para substituir o marcapasso.
O Micra não usa fios
condutores. O dispositivo se posiciona no coração com a ajuda de pequenos
ganchos, levando ate lá pequenos pulsos elétricos que fazem o coração bater com
mais regularidade. O dispositivo é implantado através de um tubo de 1 metro
inserido em uma veia na virilha do paciente. Ele viaja pela veia até chegar ao
ventrículo direito do coração. O Micra só atua na câmara inferior do coração,
não podendo ser usado por quem precisa de ajuda na câmara superior.
“Como o primeiro marcapasso
sem fio condutor, o Micra oferece uma nova opção para pacientes que consideram
um dispositivo marcapasso de câmara única, o que pode ajudar a prevenir
problemas associados com os fios condutores,” notou William Maisel, da FDA, em um comunicado.
A FDA disse que ele não deve
ser usado por pacientes que já têm um dispositivo implantado, já que pode
interferir no funcionamento do marcapasso. Também não pode ser usado por
pessoas severamente obesas, ou que são intolerantes a materiais no dispositivo.


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