Mais
de 322 milhões de pessoas são afetadas pela depressão em todo o
mundo. No Brasil, a doença atinge 5,8% da população – o maior índice na América Latina e mais do que a média
mundial, de 4,4%. E as mulheres sofrem mais com a doença: o índice de
incidência entre elas é 150% maior que entre homens.
Segundo
a Organização Mundial da Saúde, mulheres jovens, grávidas ou em período
pós-parto e idosas são particularmente suscetíveis a desenvolver a
doença mental, caracterizada por uma tristeza persistente, perda de interesse e
falta de capacidade para atividades cotidianas e o trabalho.
Além
da dor debilitante causada
pela depressão, a doença ainda aumenta o
risco de desenvolver vícios, comportamentos suicidas, diabetes e doenças
cardíacas. Para lidar com o problema, a OMS começou a campanha “Depressão:
Vamos conversar” neste ano.
“Para
alguém que vive com depressão, conversar com alguém em quem se confia pode ser,
muitas vezes, o primeiro passo rumo ao tratamento”, disse Shekhar Saxena,
diretor do departamento de saúde mental da OMS.
Desde
2005, os índices de depressão aumentaram mais de 18,4%, mas a falta de apoio à
saúde mental, combinada com o medo da estigmatização faz com que muitas pessoas
não procurem o tratamento necessário.
Uma
compreensão melhor da depressão e de como ela pode ser tratada, é apenas o começo. “O que precisa vir a seguir é um
reforço contínuo nos serviços de saúde mental acessíveis a todos, até às
populações mais remotas”, disse Saxena.
A
OMS também alertou que, apesar da existência de tratamentos efetivos para
a doença, menos da metade das pessoas afetadas pela condição no mundo – e, em
alguns países, menos de 10% dos casos – recebe ajuda médica. As barreiras
incluem falta de recursos e de profissionais capacitados, além do estigma
social associado a transtornos mentais e de falhas no diagnóstico.
Em
média, apenas 3% do orçamento de saúde dos governos são gastos em saúde mental
– e esse percentual pode chegar a 1% em países subdesenvolvidos. Muito pouco
investimento para lidar com uma doença se reflete em perdas de 1 trilhão
de dólares por ano, por causa da queda de produtividade, resultado da
apatia e falta de energia de quem sofre com a doença.


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