FONTE: Gabriele Galvão, TRIBUNA DA BAHIA.
Entre 2006 e 2015, houve um crescimento de 60% no
índice de obesidade.
A
obesidade é um dos maiores problemas de saúde pública no mundo, segundo a
Organização Mundial de Saúde. Recentemente, uma pesquisa nacional de saúde
revelou que mais da metade da população brasileira está acima do peso, sendo
que 57% dos brasileiros maiores de 18 anos estão acima do peso ideal e 21% são
obesos. Os dados da Bahia acompanham os dados da pesquisa nacional, segundo o
médico e cirurgião bariátrico Marcelo Zollinger.
O
estudo Vigitel, do Ministério da Saúde, revela que entre 2006 e 2015, houve um
crescimento de 60% no índice de obesidade entre os adultos das capitais do
país. O médico cirurgião, Marcus Lima, especializado em videolaparoscopia,
membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM),
membro da Sociedade Brasileira de Videocirurgia - Sobracil e integrante da
Diretoria Colégio Brasileiro de Cirurgiões – Bahia, informou que a principal
causa que tem levado a população à obesidade é uma má alimentação. “O país
precisa combater à má nutrição para diminuir essa estatística”, observou.
Segundo
ele, no ano passado foram realizadas mais de 70 mil cirurgias bariátricas no
país. “O procedimento cirúrgico ainda é o tratamento mais eficaz e seguro no
combate a doença”, afirmou, explicando que, a cirurgia é feita por
videolaparoscopia, técnica menos invasiva em comparação à cirurgia aberta.
Para
Marcelo Zollinger, outro fator que justifica o crescimento diz respeito a
adesão pelos planos de saúde, quase todos os planos cobrem a cirurgia e até o
SUS possui um programa de cirurgia de obesidade. “As novas resoluções estão
sendo adotadas pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) que ampliou de 6 para 21
o número de doenças associadas à obesidade que podem levar a indicação da
cirurgia bariátrica”, frisou.
Marcus
Lima ressaltou que, os pacientes obesos com diabetes têm 80% de chances de normalização
do quadro, após a cirurgia. “A indicação do procedimento cirúrgico não é apenas
para pessoas que estejam com o peso muito além do normal, mas também para o
controle das chamadas Comorbidades - doenças associadas, como a diabetes,
alterações circulatórias, hipertensão, apneia do sono, elevação do colesterol,
problemas de infarto, trombose, entre outras, inclusive ao desenvolvimento do
câncer”, esclareceu.
Para o
cirurgião, “a obesidade é um fator de risco para uma série de neoplasias de
mama, útero, pâncreas, intestino grosso etc. Especialistas acreditam que, o
desenvolvimento de câncer em pacientes obesos só não é maior que o em
tabagistas”. Ele observou ainda que, a obesidade também pode está relacionada
com a situação familiar. “Pais obesos tem pré-disposição em ter filhos com
sobrepeso. É importante que os pais cuidem dos seus filhos e se previnam contra
essa doença”, disse.
Marcelo
Zollinger ressaltou que, é importante que qualquer indivíduo que esteja com
sobrepeso tenha consciência de que a fórmula para emagrecer está respaldada no
binômio: alimentação saudável e prática de exercícios físicos. “Quando recorrer
à cirurgia deve escolher criteriosamente o médico que deve pertencer a
Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica, porque a cirurgia é
complexa, comporta riscos que podem levar a complicações de conseqüências muito
graves às vezes”, salientou.

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