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Na semana passada, a
Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tesiologia (SBPT) anunciou que já foram
registrados três casos de lesões pulmonares associadas ao uso de cigarro
eletrônico no Brasil nas últimas semanas. A entidade ainda revelou que
os pacientes adquiriram os dispositivos nos Estados Unidos, país que tem
enfrentado um problema de saúde pública relacionado ao cigarro eletrônico,
registrando pelo menos 2.290 casos de doenças pulmonares e 47 mortes até o
mês passado. No Brasil, a venda do aparelho é vetada desde 2009 pela Agência
Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
De acordo com a SBPT,
os sintomas das lesões pulmonares causadas por cigarro eletrônico (Evali, na
sigla em inglês) podem ser confundidos com problemas respiratórios provocados
por uma gripe comum. Outros sintomas incluem tosse, dor torácica, falta de ar
(dispneia), dor abdominal, náuseas, vômitos e diarreia. Há registro também de
febre, calafrios e perda de peso.
Com base nos sintomas,
a SBPT orienta que os pneumologistas e clínicos em geral utilizem os critérios
diagnósticos e classificatórios divulgados pelo Centro de Controle e
Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês) dos Estados Unidos. Os
profissionais de saúde também devem ficar atentos a alterações nos exames de
imagem, com predomínio das consolidações e/ou vidro fosco em ambos os pulmões,
além do aumento dos leucócitos, do PCR e das enzimas hepáticas.
A SBPT ainda reforçou
que os casos notificados à sociedade serão informados a Anvisa, que em outubro
já havia solicitado às instituições de saúde do país que enviassem alertas
sobre qualquer relato de problemas relacionados ao uso de cigarros
eletrônicos. O intuito da agência é tentar prevenir uma crise de saúde
semelhante a dos Estados Unidos.
Causa
do problema.
Os profissionais de
saúde americanos revelaram recentemente que o acetato de vitamina E é
um dos principais culpados pelas doenças e mortes associadas ao uso
de cigarro eletrônico. A substância, que é um óleo utilizado para
diluir maconha, foi encontrada no local primário de lesão do pulmão
algumas vítimas, incluindo as que morreram.
Tratamento.
A SBPT explica que o
tratamento para os casos de lesões pulmonares causadas por cigarro eletrônico
consiste “na suspensão do uso do dispositivo, medidas de suporte clínico,
incluindo oxigênio e, quando necessário, ventilação não invasiva ou
invasiva. O uso dos antivirais e/ou antimicrobiano é reservado para os
pacientes com suspeita de infecção concomitante”.
A entidade ainda
recomenda que “os pacientes dispneicos ou com saturação de oxigênio inferior a
95%, com comorbidades ou outros fatores, a critério do médico assistente, devem
ser internados. Os pacientes ambulatoriais devem ser reavaliados dentro de 24 a
48 horas”.

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