Um dos assuntos mais
polêmicos na vida sexual de um homem é a disfunção erétil. Popularmente chamada
de impotência sexual, atinge 15 milhões de homens no Brasil atualmente, segundo
pesquisa da Organização Mundial da Saúde (OMS).
Um dos assuntos mais
polêmicos na vida sexual de um homem é a disfunção erétil. Popularmente chamada
de impotência sexual, atinge 15 milhões de homens no Brasil atualmente, segundo
pesquisa da Organização Mundial da Saúde (OMS), isso significa que 30% da
população masculina no país enfrenta esse problemas. Dados também mostram que
42% dos brasileiros temem se tornar impotentes em algum ponto de sua vida,
segundo pesquisa recente da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU).
Outro estudo, realizado
pela SBU, mostra que os homens participantes têm mais medo de ficar impotentes
do que de ser traídos por suas parceiras, de perder o emprego ou mesmo de ser
assaltados. Quando a comparação é feita com problemas de saúde, o único temor
maior que a disfunção erétil para os homens é o câncer.
Em entrevista para o
Portal Drauzio Varella, o cirurgião vascular Dr. José Mário Reis explica que,
ansiedade é a causa emocional que mais bloqueia o mecanismo da ereção. “O homem
pode ter medo de falhar mais de uma vez ou se sentir inibido quando se
relaciona com alguém que desperte atenção especial. A falta de controle
ejaculatório também pode ser responsável pelo problema. O medo de ejacular
muito rápido, de não dar prazer à parceira e de não conseguir a penetração que
considera ideal, cria uma ansiedade tão grande que faz ele não conseguir
atingir a ereção durante o ato sexual”, esclarece.
De acordo com o
especialista, existem muitas outras razões para justificar a disfunção erétil.
“Podem variar, mas entre elas podemos citar o alcoolismo, tabagismo, fibrose
nos corpos cavernosos, excesso no consumo de medicamentos e outros. O comum de
acontecer é ocasionar a falta de libido de ereção que, por conseguinte, podem
estar relacionadas a outros fatores também, frisa o médico.
Segundo José Mário Reis,
para avaliar os sintomas da doença, a disfunção erétil não é o único problema
sexual que identifica uma impotência sexual, visto que o retardo na ejaculação
ou no orgasmo também a caracterizam. “Há várias situações que causam frustração
aos homens nesses momentos, como é o caso de uma ereção sem rigidez suficiente
ou ejaculação precoce. A ejaculação precoce é um distúrbio que acomete os
homens e ocorre antes ou após a penetração com um mínimo estímulo sexual, sem
que o homem tenha controle disso durante o ato sexual”, explica.
“Também podem ser
considerados casos onde pode haver redução dos pelos corporais, deformação do
pênis, doença vascular periférica (estreitamento ou endurecimento das artérias
que levam o sangue para os membros inferiores), neuropatia (alteração das
funções do sistema nervoso)”, lembra o cirurgião.
PREVENÇÃO.
Ainda de acordo com o
médico, a melhor e mais eficiente forma de prevenção da disfunção erétil
consiste na precaução da circulação ideal do sangue, “pois a ereção é atingida
através do funcionamento congruente de nossos órgãos e tecidos. A melhor adoção
para que isso ocorra é através da mudança de nossa rotina e hábitos”.
Viver uma vida mais
saudável com certeza é a melhor opção. “Dormir bem, praticar atividades
físicas, ter uma alimentação balanceada, evitar consumo de drogas e bebidas
alcoólicas, evitar ao máximo, traumas na região e consultar um médico clínico
geral ou urologista regularmente. Hábitos como esses são fundamentais para uma
boa qualidade de vida e uma prevenção eficaz”, previne.
Já o tratamento para a
disfunção erétil, o cirurgião diz que pode ser dividido em três métodos: o não
farmacológico (acompanhamento com psicólogo e psiquiatra), o farmacológico
(utilização de medicamentos que induzem a ereção) e os procedimentos
cirúrgicos.
“Pacientes que possuem
a disfunção erétil primeiramente precisam ser avaliados para verificar a
existência de questões físicas ou psicológicas subjacentes. Se esse tratamento
não obtiver sucesso, é recomendado o uso de medicamentos ou dispositivos”.
O diagnostico nem
sempre é preciso, o cirurgião frisa que pode ocorrer de nem sempre uma ereção
fraca dar resultado a uma disfunção erétil. Porém, se essa circunstância
persistir, é importante consultar um profissional médico urologista, pois isso
pode ser um alerta para outros problemas que estão decorrendo no seu corpo.
Assim, ele irá avaliar melhor a situação e dar um diagnóstico preciso.
“O médico terá suas
conclusões com uma simples conversa com seu paciente, após isso, acontecerá o
processo de identificação das possíveis causas ou fatores de riscos. O médico
irá proceder com um tratamento especifico ou receitará remédios para a sua
situação”, finaliza.


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