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Sem tempo,
irmão
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As assistentes virtuais
estão cada vez mais presentes na rotina das pessoas. O que todas elas têm em
comum são os nomes e vozes de mulheres: de Lu a Siri, passando por Alexa, Nat,
Bia, etc.
De acordo com estudo
lançado em maio do ano passado pela Unesco, chamado "I'd Blush If I
Could" ("Ficaria Corada se Pudesse", em tradução livre), as
assistentes virtuais sofrem altos índices de preconceito de gênero e
normalmente respondem com frases tolerantes, subservientes e passivas.
Com base neste
contexto, a organização anunciou hoje o movimento Hey Update My Voice, que tem
por objetivo chamar atenção sobre a educação cibernética e respeito às
assistentes virtuais, além de pedir para que as empresas atualizem as respostas
de suas assistentes.
O site oficial da
campanha pede a colaboração do público para combater esse
tipo de violência. No campo "sua voz", visitantes poderão gravar
mensagens de voz de até 15 segundos, com sugestões de respostas para
assistentes virtuais aos assédios cibernéticos.
O objetivo é que as
empresas se engajem com o movimento, recebam as mensagens e alterem as
respostas das assistentes virtuais partindo dessas recomendações.


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