Depois de Nova York e
Rio de Janeiro, Curitiba pode adotar nos próximos meses a obrigatoriedade de
escolas municipais doarem absorventes higiênicos para suas alunas. A ideia é
evitar que meninas de baixa renda em idade escolar fiquem em casa ou usem
tampões, que ao longo do tempo podem ocasionar problemas de saúde.
O projeto está em
tramitação na Câmara de Vereadores de Curitiba e foi proposto pelo vereador Rogério
Campos (PSC). No dia 16 de dezembro, o Campo apresentou a proposta que está em
análise da Procuradoria Jurídica da Câmara. “A menstruação costuma ser
irregular, chegando em períodos em que elas não trazem absorventes para a
escola. E quando essas situações ocorrem, são os professores que socorrem as
estudantes, doando o produto. Ocorre que isto não é obrigação de um professor e
não é sempre ou nem são todos os professores que têm absorventes disponíveis
para dar”, relatou o vereador ao site da Câmara de Vereadores de Curitiba.
Quanto isso vai custar?
Segundo o vereador, o
custo da doação dos absorventes devem fazer parte do orçamento das escolas,
conforme já ocorre com papel higiênico. Trata-se de um produto de primeira
necessidade. “Muitas alunas abandonam as escolas quando começa o período
menstrual. Chegam a faltar, em média, cinco dias por mês nesse período. Isso
significa 45 dias de aula por ano, com consequências para o processo
educacional e de socialização”, explicou Rogério Campos.
Caso o projeto de lei
venha a ser aprovado pela Procuradoria Jurídica da Câmara de Vereadores, segue
para as comissões do Legislativo. Após novos estudos, o texto segue para o
plenário, e se aprovado, o prefeito precisa sancionar para virar lei.
Riscos para a saúde.
O uso do mesmo
absorvente pode causar risco para a saúde. Segundo especialistas,
tanto o absorvente interno quanto o externo devem ser trocados a cada quatro
horas, independentemente do fluxo da mulher. A reposição é importante para que
o sangue do ciclo menstrual não fique estagnado e abra portas para infecções.
* Infecções –
por causa do acúmulo de sangue na região íntima e o problema ocorre tanto com o
absorvente interno, quanto com o externo.
* Síndrome do Choque
Tóxico (SCT) – Em casos extremos, de uso por mais de
um dia do mesmo absorvente, pode aumentar o risco de a mulher contrair a
Síndrome do Choque Tóxico (SCT), uma infecção causada por bactéria que existe
normalmente no corpo da mulher, mas que, em intensa proliferação, produz
toxinas em excesso, gerando a complicação.
* Ferimentos –
Pode provocar ressecamento e feridas na parede interna da vagina, além de micro
ulcerações e descamação da região íntima.
* Mau cheiro –
O sangue da menstruação em si não tem odor ruim, mas começa a ser incômodo
quando interage com as bactérias do corpo.


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